Boeing aceita acordo para evitar julgamento criminal por acidentes com 737 Max
8 de jul. de 2024, 10:48
— Lusa/AO Online
Os
procuradores federais deram à Boeing a opção, esta semana, de se
declarar culpada e pagar uma multa, como parte da sentença, ou enfrentar
um julgamento com a acusação criminal de conspiração para defraudar os
Estados Unidos. O acordo judicial, que
ainda deve ter a aprovação de um juiz federal para entrar em vigor,
prevê que a Boeing pague uma multa adicional de 243,6 milhões de dólares
(224,9 milhões de euros). Trata-se do mesmo montante que a empresa
pagou no âmbito do acordo de 2021, que o Departamento de Justiça afirmou
que a empresa violou. Este acordo
judicial abrange apenas as infrações cometidas pela Boeing antes dos
dois acidentes, que provocara a morte de todos os 346 passageiros e
membros da tripulação a bordo de dois novos aviões Max. Não
atribui imunidade à Boeing por outros acidentes, incluindo a explosão
de um painel de um avião Max durante um voo da Alaska Airlines em
janeiro, referiu um funcionário do Departamento de Justiça citado pela
agência Associated Press. Os promotores
federais alegaram que a Boeing cometeu conspiração para defraudar o
Governo ao enganar os reguladores sobre um sistema de controlo de voo
que estava implicado nos acidentes, que ocorreram na Indonésia, em
outubro de 2018, e na Etiópia, menos de cinco meses depois.
Como parte do acordo de janeiro de 2021, o Departamento de Justiça
disse que não processaria a Boeing se a empresa cumprisse determinadas
condições ao longo de três anos.Mas no mês passado, os procuradores alegaram que a Boeing violou os termos desse acordo.