Bloco quer professores e funcionários de escolas vacinados
30 de abr. de 2021, 09:14
— Ana Carvalho Melo
Em nota enviada à comunicação social, o Bloco de Esquerda
(BE) afirma que “a criação de condições para a abertura de todos os
níveis de ensino em todas as ilhas tem que ser uma prioridade do
Governo, devendo para isso ser ponderada a hipótese de os professores e
funcionários das escolas - mesmo que apenas a partir de uma determinada
idade ou com patologias associadas - serem incluídos nos grupos
prioritários de vacinação”.Para o partido, “ao manter a grande
maioria dos alunos no ensino à distância na ilha de São Miguel - à
exceção do 1º, 2º 11º e 12º anos - o Governo mostra, mais uma vez, que
não vê a Educação como prioridade”.“O Governo parece mesmo ignorar
os resultados obtidos no continente, onde após a abertura de creches,
pré-escolar e 1º ciclo, no dia 15 de março, do 2º e 3º ciclos, no dia 5
de abril, e do ensino secundário, no dia 19 de abril, a situação
epidemiológica tem vindo sempre a melhorar, mantendo-se naturalmente
todas as medidas de segurança, nomeadamente o isolamento das turmas ou
contactos próximos de risco, quando seja detetado um caso positivo”,
destaca.Lembra ainda que ao abrir as escolas para o 1º, 2º, 11º e
12º anos, mantendo as creches encerradas, o Governo vai deixar muitos
professores e funcionários, que são ao mesmo tempo pais e encarregados
de educação, sem possibilidades de regressar ao trabalho por não terem
onde deixar os filhos.“A forma como estas medidas são implementadas
demonstra um alheamento da realidade por parte do Governo e uma
comunicação errática e incoerente”, critica, acrescentando: “este
Governo, ao mesmo tempo que autoelogia a sua atuação e a evolução da
situação epidemiológica nos Açores, mantém as medidas restritivas mais
apertadas do país”. Nesta nota enviada à comunicação social, o BE
afirma ainda ter sido “lamentável a todos os níveis, a tentativa de
condicionar e limitar a liberdade de imprensa por parte do presidente da
comissão de acompanhamento da Covid-19 nos Açores, Dr. Gustavo Tato
Borges”. “Num estado de direito democrático não há lugar a tentativas de censura”, declara.