Bispo desafia padres a ter “olhar limpo de esperança”

15 de abr. de 2025, 10:22 — Nuno Martins Neves

Numa antecipação da Missa Crismal, que decorrerá esta terça-feira na Catedral de Angra, o Bispo dos Açores pediu aos párocos um “olhar limpo de esperança, de olhos postos em Jesus”. D. Armando Esteves Domingues falou para os cerca de 40 padres, a grande maioria da ilha de São Miguel, que renovaram as suas promessas sacerdotais, na Igreja de São Sebastião, em Ponta Delgada.Segundo nota publicada no site Igreja Açores, o Bispo de Angra desafiou os sacerdotes presentes a aceitar e viver o seu sacerdócio em todas as dimensões, mesmo nos momentos mais difíceis e de maior fragilidade.“Há esperança em tudo o que é o nosso ministério se deixarmos atuar Jesus em nós”, disse D. Armando Esteves Domingues, citado pela nota.A  eucaristia que foi celebrada em Ponta Delgada, e especialmente dirigida ao clero de São Miguel, é uma antecipação da Missa Crismal que tem lugar esta Terça-feira Santa na Catedral, também ela antecipada para que os sacerdotes possam regressar às suas comunidades a tempo do Tríduo Pascal, que começa na Quinta-feira Santa.“Fomos ungidos em primeiro lugar para sermos evangelizadores, anunciadores da Esperança que é Cristo” disse, acrescentando: “As multidões de pobres, de cativos, de cegos e oprimidos continuarão ansiosamente à espera desse ano da graça do Senhor, esse Jubileu que os há de libertar. Todos os que buscam a Deus, precisam da proximidade do seu coração(…) de uma palavra nova, palavra que traga esperança porque vem de alguém ungido”.Além do apelo ao aprofundamento da intimidade e proximidade com Jesus, D. Armando Esteves Domingues abordou ainda a necessidade de diálogo e da aceitação das diferenças. “Ninguém de nós é como o outro” destacou ainda. “Quantas vezes nos sentimos partidos: há desilusões, desânimos, medos, frustrações”, mas “também Pedro esperava um Messias político e poderoso, forte e decidido, e perante o escândalo de um Jesus fraco, preso sem resistência” perdeu a esperança dizendo “não o conheço”.“Somos isto” enfatizou numa homilia onde citou o cantor e compositor Pedro Abrunhosa, Nouwen, um conceituado mestre de espiritualidade do século XX e o Papa Francisco, na sua recente autobiografia “Esperança”.