Bispo de Angra inicia visitas pastorais com deslocação às Flores
25 de set. de 2024, 11:25
— Lusa/AO Online
Segundo
informação disponibilizada pelo Serviço Diocesano das Comunicações
Sociais da Igreja, o prelado percorrerá durante uma semana todas as
comunidades da ilha, visitando ainda escolas e instituições particulares
de solidariedade social.Na deslocação, o
bispo de Angra apresentará também cumprimentos às autoridades civis e
estão previstos alguns encontros com responsáveis de projetos económicos
relevantes na ilha.“A palavra que levo
comigo é a da esperança. Já conheço todas as ilhas, a sua geografia, em
grandes assembleias das comunidades, mas não é aí que se conhecem
verdadeiramente as comunidades”, sublinha D. Armando Esteves Domingues, em
declarações ao Sítio Igreja Açores.Além da
visita às Flores, estão mais três
agendadas a ilhas pequenas, nomeadamente a São Jorge (ainda este ano),
Santa Maria e Graciosa (em 2025), é referido.As
visitas pastorais pretendem também "perceber os dinamismos próprios de
cada comunidade", pois permitem "estar com as pessoas de forma demorada,
com tempo e confirmar na fé e na vida pastoral todos os que estão
empenhados na vida da Igreja e também aqueles que sendo batizados se
afastaram”, salienta ainda o bispo.D. Armando
Esteves Domingues, que está no segundo ano do seu episcopado, já esteve
em todas as ilhas, algumas delas - as mais pequenas - já visitadas mais
do que uma vez, e nessas deslocações manteve contacto sobretudo com os
jovens e os sacerdotes.A ilha das Flores
tem 11 paróquias, divididas atualmente em três zonas pastorais: a Zona
Pastoral de Santa Cruz, a das Lajes e das Fajãs.De
acordo com a Diocese de Angra, já há alguns anos que a ilha só tem uma Ouvidoria constituída por um diácono e três padres, sendo um deles o
moderador da equipa sacerdotal e ouvidor.Em
2020 registaram-se quatro casamentos e 12 divórcios, nasceram 25
crianças e morreram 49 pessoas. Entre os mais novos, há 440 alunos nas
escolas e a taxa de matrícula em Educação Moral e Religiosa Católica é
de quase 100% nos primeiros dois ciclos, reduzindo-se para 34% junto dos
alunos do secundário.Ainda segundo a
informação disponibilizada no Sítio Igreja Açores, comparando a consulta
de 2011 com o último recenseamento realizado há três anos, apenas a
Caveira, Fajã Grande e Fazenda, nas Flores, mantiveram ou cresceram
residualmente o número de habitantes. As restantes freguesias, repartidas em dois concelhos, acompanharam o fenómeno de desertificação.Ainda
assim, a ilha apresenta um fenómeno de "imigração, já que, entre os
3429 habitantes, 207 pessoas são de proveniência americana, asiática,
africana e europeia, oriundos da Alemanha, de França, dos Estados Unidos
América e do Brasil", é ainda indicado.Mais de 57% da população tem entre os 25 e os 64 anos.O segundo grupo mais expressivo tem mais de 65 anos e representa quase 20% da estrutura demográfica da ilha das Flores.