Bienal Walk&Talk quer “refletir sobre novas formas de estar em conjunto”
28 de ago. de 2025, 15:44
— Lusa/AO Online
Num
comunicado, a organização adianta que na edição inaugural enquanto
bienal, o Walk&Talk pretende “explorar novas formas de estar em
conjunto, passando de uma cultura de escassez para uma de imaginação
partilhada, generosidade e ligações abertas”.“Ao
longo de dois meses, a bienal cria relações inesperadas entre arte,
ecologia, espiritualidade e comunidade”, lê-se na nota de imprensa.O
evento vai arrancar com um programa de quatro dias que inclui
“inaugurações, performances, concertos, conversas, excursões, visitas
guiadas, festas e rituais coletivos” em vários locais da ilha com a
presença de “artistas, curadores, investigadores e comunidades locais”.A
organização destaca, também, a realização de um momento designado
“Simpósio” (07 a 09 de novembro) que pretende criar um “espaço de
diálogo" para "ligar perspetivas locais a conversas globais sobre
ecologia, identidade e comunidade”.A programação vai encerrar com momentos dedicados à reflexão sobre o “tema central” da bienal.“A
bienal encerra com um programa de três dias dedicado à partilha de
processos, celebração de colaborações e reflexão sobre as experiências
geradas ao longo do evento. Artistas, participantes e público reúnem-se
para pensar sobre os caminhos abertos pela bienal”, realçam.Ao
longo do Walk&Talk está prevista a realização de um programa de
mediação de públicos, designado “Sintonizar”, que visa “fomentar uma
relação mais próxima e duradoura” entre os artistas e as “dinâmicas
artísticas, culturais e sociais do arquipélago”.“Ao
longo de toda a sua duração, a bienal é também ativada pelo
‘Sintonizar’, o seu programa de mediação de públicos. Através de
excursões, visitas orientadas, oficinas e assembleias abertas, promove
oportunidades de encontro e diálogo entre artistas, comunidades e
visitantes”, concluem.Após 14 anos como
festival (nasceu em 2011), a Walk&Talk assume, a partir deste ano,
um formato bienal com atividades, sessões e espetáculos sob a curadoria
de Claire Shea (Toronto, Canadá), Fatima Bintou Rassoul Sy (Dakar,
Senegal), Liliana Coutinho (Lisboa) e Jesse James (Açores), também
diretor artístico do evento.Um dos
momentos da bienal será a exposição “Gestos de Abundância” que se vai
desdobrar por várias estações da programação, com obras que pretendem
“ativar as diferentes dimensões do território”.A
exposição resulta do trabalho dos artistas Nadia Belerique, Joana Sá,
Jokkoo Collective, Malala Andrialavidrazana, Helle Siljeholm, Lucy
Bleach, José Pedro Cortes, Sofia Rocha, Meg Stuart, Resolve Collective,
Inês Coelho da Silva & Kita Rancaño Ward, Rafa Bqueer & Soya the
Cow, Alice Visentin, Colectiva Malva, Ebun Sodipo, Walla Capelobo,
Mae-Ling Lokko e Janilda Bartolomeu.A Walk&Talk é organizada pela associação Anda&Fala, com sede em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.