Biden pede ao Congresso dos EUA forte investimento para travar imigração ilegal
9 de abr. de 2021, 16:56
— Lusa/AO Online
Biden
solicitou ao Congresso um investimento de 861 milhões de dólares (cerca
de 725 milhões de euros) para ajudar a conter a imigração ilegal
provinda de países da América Central.O
Presidente norte-americano pediu ainda a aprovação de um investimento de
10 mil milhões de dólares (cerca de oito mil milhões de euros) para
ajudar refugiados e deslocados em diversos continentes.Na
sua proposta inicial de orçamento federal para o ano fiscal de 2022, um
documento prévio ao pedido completo que a Casa Branca revelará nas
próximas semanas, Biden pediu a "revitalização" da ajuda à América
Central, num momento em que as entradas de imigrantes ilegais aumentaram
vertiginosamente, em particular através da fronteira sul com o México.Estes
pedidos de investimento incluídos na proposta da Casa Branca são
apresentados como um "primeiro passo" para cumprir o plano de Biden de
investir 4.000 milhões de dólares (cerca de 3.300 milhões de euros) na
região, durante um período de quatro anos, cumprindo uma promessa
eleitoral."Esses recursos ajudarão os
Estados Unidos ... a fortalecer a responsabilidade dos governos (da
América Central) a fornecer mais serviços e mais segurança, reduzindo a
corrupção endémica, prevenindo a violência, reduzindo a pobreza e
expandindo as oportunidades de desenvolvimento económico", explicou a
Casa Branca.Biden acredita que este
investimento ajudará a resolver as "causas básicas da imigração ilegal",
que fizeram com que as detenções na fronteira com o México em março
atingissem o seu nível mais alto em 20 anos, enquanto se registou um
recorde histórico de chegadas de menores desacompanhados.A
iniciativa de Biden, que certamente será modificada pelo Congresso
antes de ser aprovada, também inclui fundos para reformar o sistema de
asilo nos Estados Unidos, que tinha sido anulado no Governo do
ex-Presidente Donald Trump (2017-2021).O
projeto de Biden também inclui cerca de 8.000 milhões de euros em
assistência humanitária para apoiar populações vulneráveis no
estrangeiro, incluindo refugiados, vítimas de conflitos e outras pessoas
deslocadas, segundo a Casa Branca.Biden
propôs que os Estados Unidos admitam no máximo 125.000 refugiados no ano
fiscal de 2022, que começa em outubro, oito vezes o limite de 15.000
que havia sido imposto por Trump.