Biden diz ser apoiado por "eleitor comum" e rejeita afastar-se da corrida presidencial
8 de jul. de 2024, 17:52
— Lusa/AO Online
"Estou
firmemente empenhado em manter-me na corrida", escreveu Biden, numa
carta dirigida aos democratas, no regresso à sessão parlamentar em
Washington após as férias de 04 de julho.Para
o líder dos Estados Unidos "qualquer falta de discernimento sobre a
tarefa que temos pela frente só ajudaria (o antigo Presidente e
candidato republicano Donald) Trump e prestar-nos-ia um mau serviço”. “É
altura de nos unirmos", apelou o democrata de 81 anos.Joe
Biden fez saber que "não está cego" às "preocupações" expressas desde o
debate televisivo com o seu adversário de 78 anos, durante o qual
pareceu muito cansado e confuso.Recordou a
vitória nas primárias do seu partido por uma larga margem e insistiu
que "não cabe à imprensa, aos comentadores ou aos grandes doadores"
decidir sobre a sua candidatura presidencial.Durante
uma entrevista telefónica ao programa matinal da MSNBC, desafiou, em
tom irritado, os críticos da sua candidatura a avançarem contra ele:
“desafiem-me na convenção democrata"."Não
me interessa o que pensam os milionários", declarou ainda,
manifestando-se "convencido" de que tem o apoio do "eleitor médio" e
considerou o resultado das eleições legislativas francesas como um
presságio favorável."A França rejeitou o
extremismo, os democratas (norte-americanos) também o vão rejeitar",
estimou Biden, garantiu que ao contrário da sua campanha energética
desde o debate, Trump só andou “no seu carrinho de golfe" na sua luxuosa
residência na Florida.O Presidente
norte-americano recordou também que vai organizar a cimeira da NATO em
Washington, entre terça e quinta-feira para assinalar o 75º aniversário
da organização de defesa.O Presidente
também planeia dar uma conferência de imprensa a solo na quinta-feira,
um exercício de que se tem esquivado desde a sua chegada à Casa Branca,
além de ter anunciado uma deslocação no dia seguinte ao Michigan, um
estado que, tal como a Pensilvânia, será decisivo em novembro, e depois
ao Texas e ao Nevada.No entanto, várias
vozes democratas consideram que chegou a altura de Biden se retirar,
permanecendo a dúvida se haverá uma investida coordenada nesse sentido.Outras
dúvidas surgiriam também quanto à vontade de Biden aceitar retirar-se e
mesmo perante essa decisão, o Partido Democrata teria apenas algumas
semanas para organizar a sua sucessão, correndo o risco de haver
divisões internas e uma convenção de nomeação caótica em Chicago, em
agosto.Neste cenário inteiramente
hipotético, o novo candidato teria pouco mais de dois meses para fazer
campanha antes das eleições de 05 de novembro.