Biden comuta um recorde de 2.500 penas por infracções relacionadas com drogas
17 de jan. de 2025, 15:42
— Lusa/AO Online
Biden,
citado num comunicado da Casa Branca (presidência), reivindicou ser o
Presidente dos Estados Unidos que concedeu mais perdões e comutações.A
decisão foi justificada por os condenados “suportarem penas longas que
são desproporcionadas em relação às penas que enfrentariam de
acordo com a prática da lei e da jurisprudência”, segundo a Casa Branca.Em
dezembro, Biden já tinha concedido 39 indultos e 1.500 comutações, e
comutado as penas de 37 das 40 pessoas condenadas à morte pelos
tribunais federais.O líder democrata,
católico praticante, espera que este “ato de clemência traga conforto
aos indivíduos condenados a longas penas com base numa distinção que já
não existe entre ‘crack’ e cocaína”, lê-se no comunicado citado pela
agência francesa AFP.Biden criticou também “um endurecimento desatualizado das penas para crimes relacionados com a droga”.O
Presidente democrata, de 82 anos, avisou ainda que vai “continuar a
rever comutações e perdões adicionais” antes de segunda-feira, 20 de
janeiro, dia da posse do seu sucessor, o republicano Donald Trump, 78
anos.A declaração da Casa Branca não
menciona nomes, embora os meios de comunicação social especulem há
semanas sobre a possibilidade de Biden perdoar preventivamente
representantes eleitos e altos funcionários ameaçados de serem
processados quando Trump se tornar o 47.º Presidente dos Estados Unidos.Os
presidentes americanos concedem centenas de indultos e comutações
durante os mandatos, com uma aceleração notável pouco antes de deixarem o
cargo.No início de dezembro, Biden
renegou o seu compromisso de não-intervenção ao perdoar o filho Hunter
Biden que aguardava sentença em dois processos por posse ilegal de arma
de fogo e fraude fiscal.Em dezembro de
2020, Trump também perdoou o pai do genro e conselheiro Jared Kushner,
Charles Kushner, condenado em 2004 a dois anos de prisão por evasão
fiscal.Charles Kushner foi nomeado embaixador em Paris.Em
2001, no último dia de mandato, Bill Clinton (1993-2001) perdoou o
meio-irmão Roger Clinton, que tinha sido condenado por posse de cocaína
em 1985.Tanto Charles Kushner como Roger Clinton já tinham cumprido as penas de prisão na altura do perdão presidencial.