Berta Cabral garante reembolso do subsídio de mobilidade sem qualquer impedimento
11 de abr. de 2024, 10:07
— Nuno Martins Neves
A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas confirmou
ontem ao Açoriano Oriental que o reembolso do subsídio social de
mobilidade já está a decorrer sem qualquer impedimento, nomeadamente o
documento exigido pelos CTT relativo à taxa de emissão de bilhete.Desde
a última semana que os balcões dos Correios de Portugal estavam a
exigir aos passageiros a entrega da declaração relativa à taxa XP, dando
seguimento a orientações vindas da Direção-Geral do Tesouro e Finanças e
da Inspeção-Geral das Finanças. Documento não exigido pela lei que
regulamenta o subsídio social de mobilidade e sem qualquer suporte
legal.Uma situação que causou diversos constrangimentos a
passageiros residentes nos Açores e na Madeira, como o jornal noticiou
na sua edição de quarta-feira.Na quarta-feira, o Governo da Madeira anunciou
que a IGF reverteu a decisão de aplicar novos critérios para o reembolso
do subsídio de mobilidade, após queixa apresentada pelo executivo de
gestão, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque.“Confirma-se
que já foi dada a indicação por parte dos CTT a todas as suas agências
para que possam proceder ao reembolso dos valores referentes ao subsídio
de mobilidade, de acordo com as regras que vinham a ser praticadas”,
refere a nota enviada pelo governo madeirense.Considerando que se
trata de uma “questão de justiça” e que era o que o Governo Regional
defendia, pois “ sem qualquer alteração legislativa não é possível
alterar as regras do reembolso”, o executivo madeirense congratulou-se
com os efeitos práticos da sua atuação.Contactada pelo Açoriano
Oriental, Berta Cabral confirmou que o critério exigido para o reembolso
“também já foi revertido nos Açores”, com os pagamentos a realizarem-se
sem constrangimentos.No parlamento, a governante com a tutela do
turismo acrescentou ter falado com a diretora dos CTT e que os postos de
correios apenas não reembolsam as passagens compradas às agências que
estão sob investigação. “Tudo o mais, estão a reembolsar, pedindo,
embora, algumas justificações sobre aquilo que consideram excessivo para
a taxa de emissão de bilhete”.