Bélgica e França registam aumento entre 30% e 39% nas mortes
Calor
Hoje 15:27
— Lusa/AO Online
"De acordo com
dados preliminares, a Bélgica registou um excesso de mortalidade de 39%
[mais 1.222 mortes] entre quinta-feira, 18 de junho, e segunda-feira, 29
de junho", explicaram as autoridades de saúde belgas num comunicado."Tal
excesso de mortalidade durante uma onda de calor é inédito no nosso
país. A onda de calor foi excecional, com sete dias em que as
temperaturas ultrapassaram os 30° Celsius. As noites, em particular,
foram anormalmente quentes", sublinhou o relatório provisório.Quase
metade destas mortes (530) aconteceu entre pessoas com 85 anos ou mais.
O pico de mortalidade foi atingido no sábado, 27 de junho, com "um
total de 572 mortes registadas", especificou o comunicado do Ministério
da Saúde belga. Embora a Bélgica não tenha
oficialmente batido os seus recordes de temperatura para junho, as
temperaturas atingiram os 35°C em Bruxelas durante vários dias
consecutivos e os 38º ou 40°C em algumas zonas.As
autoridades francesas declararam hoje que o número de mortes aumentou
em 2.025, quase 30%, durante a semana de 22 de junho, quando a onda de
calor atingiu o seu pico. Cerca de 90 afogamentos foram registados pelas
autoridades francesas.O Ministério da
Saúde francês indicou num comunicado que este aumento é particularmente
elevado em Île-de-France, região de Paris, onde foram registadas 619
mortes adicionais (62%) durante o mesmo período. Foi também registado um
aumento significativo na região de Pays de la Loire, no oeste do país.Foram
reportadas 8.973 mortes durante a semana de 22 a 28 de junho, 2.025
óbitos a mais em relação à semana anterior, que registou 6.948. No
entanto, tudo indica que estes números podem estar subestimados e que o
número real pode ser superior.Este aumento
de 30% reflete com maior precisão a magnitude das consequências para a
saúde da onda de calor, que trouxe três dos dias mais quentes já
registados em França.