BE vota contra Orçamento dos Açores e diz representar "verdadeira alternativa" ao PS
30 de nov. de 2018, 10:51
— Lusa/AO Online
"A
direita nos Açores, em particular o PSD, não é mais do que um agente
lobista dos poderosos para acelerar e aprofundar a política do PS:
entregar mais recursos públicos a quem mais tem", sustentou o
parlamentar do BE, falando no encerramento da discussão na generalidade
das propostas de Plano e de Orçamento para 2019.Para
o Bloco, PS e PSD estão de acordo em "privatizar e concessionar setores
públicos estratégicos essenciais para os Açores", criticando António
Lima a eventual alienação de parte da SATA Internacional, o "retirar à
região da condução estratégica da empresa e o "retirar das mãos
públicas" de um "poderoso instrumento de intervenção económica".O
deputado do BE criticou ainda os níveis de investimento previstos para a
saúde, "baixíssimos, medíocres", sinalizando que, na República, o facto
de o Governo liderado por António Costa ser "condicionado" pelas forças
à esquerda tem sido "determinante para a melhoria das condições de vida
que as famílias e empresas têm sentido"."As
propostas do BE são claras e exequíveis. Elas apontam um caminho de
maior justiça social, retirando um pouco dos privilégios aos que mais
têm para distribuir por quem mais precisa, atacando assim as
desigualdades sociais", disse António Lima.O
combate à "chaga" da precariedade e a integração de professores
contratados "com mais de três anos de serviço" foram também propostas
apresentadas pelos bloquistas.A proposta
de Orçamento dos Açores para 2019, cujo debate e votação sucedem até
sexta-feira, tem um valor global de 1.604,8 milhões de euros e pretende
ser, diz o executivo regional, um documento de "confiança" e
"previsibilidade" no trajeto económico.Dos mais de 1,6 mil milhões de euros do orçamento, um total de 205,6 milhões de euros diz respeito a operações extraorçamentais."Prevê-se
que as despesas de funcionamento dos serviços e organismos da
administração regional atinjam os 887,5 milhões de euros, sendo
financiadas quase integralmente pelas receitas próprias, que se estimam
em 742,3 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de cobertura de
83,6%", indica a proposta.