BE subscreve apoios aos 'media' da região
23 de jan. de 2024, 18:33
— Lusa
À
margem de uma ação de campanha eleitoral para as legislativas regionais
no canil do concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, António Lima
considerou que o partido está disponível para “ouvir os responsáveis
pelos órgãos de comunicação social, as suas preocupações e propostas”.De
acordo com a Antena-1 Açores, 16 órgãos de comunicação social privados
dos Açores enviaram aos partidos que concorrem às eleições regionais uma
carta alertando para a “dramática situação” vivida no setor e sugerindo
um “acordo de regime” sobre os apoios a atribuir.A
missiva, a que Lusa teve entretanto acesso, é assinada pelos diários
Açoriano Oriental e Correio dos Açores, em representação também dos
jornais Diário Insular, Incentivo, Diário dos Açores, Dever, Ilha Maior,
Jornal do Pico, Tribuna das Ilhas, e das rádios Atlântida, R80, Rádio
Clube de Angra, Asas do Atlântico, Antena Nove, Cais e Rádio Comercial
dos Açores.Referindo o papel da
comunicação social como “pilar do regime democrático e da própria
autonomia” regional, e sublinhando que o seu trabalho é também de
serviço público, os órgãos recordam a existência do programa Promédia,
mas pedem outros apoios “vitais para a sua sobrevivência, nomeadamente o
apoio aos custos de exploração e produção, que sofreram todos aumentos
incomportáveis nos últimos anos”.Nas suas
declarações de hoje, o candidato do Bloco refere que no programa
eleitoral do partido já foram inscritas “medidas concretas: Por um lado,
garantir efetivos reforços do apoio à comunicação social, que têm que
ser objetivos e não sujeitos a qualquer tipo de subjetividade ou pressão
política”.Os apoios, de acordo com o
BE/Açores, devem ser direcionados aos custos de produção, salvaguardando
que, no caso da imprensa, deve ser feita “a oferta de uma assinatura
aos jovens dos 15 aos 24 anos para que possam, de livre vontade, assinar
um jornal local ou regional”.O Presidente
da República dissolveu o parlamento açoriano e marcou eleições
antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este
ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais:
PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU
(PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e
Livre.Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a
maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita,
suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de
incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE
e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.