BE reitera que está disponível para viabilizar programa de governo do PS
Açores/Eleições
6 de nov. de 2020, 16:24
— Lusa/AO online
“O
Bloco de Esquerda o que está disponível é para viabilizar um programa
de governo do Partido Socialista, para impedir uma formação e tomada de
posse de um governo da direita. A partir daí, o Bloco de Esquerda
negociará medida a medida, com a sua exigência de sempre, defendendo o
seu programa e a confiança que as pessoas depositaram no Bloco de
Esquerda”, afirmou.O dirigente regional do
BE falava à saída de uma audiência com o representante da República
para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo.Pedro
Catarino já tinha ouvido antes os representantes do PAN, do Iniciativa
Liberal e do PPM, estando prevista para hoje ainda audiências com Chega e
CDS-PP.No sábado, receberá os representantes dos dois partidos mais votados, PSD e PS.António
Lima defendeu que “deve ser o Partido Socialista a formar governo”, mas
não se comprometeu com um acordo de coligação ou de incidência
parlamentar com o partido.“Não há aqui
nenhum cheque em branco ao Partido Socialista, se essa for a decisão do
senhor representante da República indigitar o presidente do PS enquanto
presidente do governo”, frisou.O
coordenador do BE/Açores garantiu, no entanto, que o partido “não dará
de forma alguma o seu apoio” à coligação de direita (PSD/CDS/PPM), que
conta com o apoio do Chega.“Lamentamos que
partidos ditos da direita democrática, como o PSD, ou da direita
democrática cristã, como o CDS, e outros partidos, como o PPM e o
Iniciativa Liberal, alinhem com um partido xenófobo, de índole racista,
que tem numa situação de crise o ódio a quem tem mais dificuldades, aos
pobres, como principal aglutinador da sua política”, frisou.“É
impensável que o Bloco de Esquerda aceite reduzir apoios sociais, ainda
mais num contexto de crise. O que nós vamos precisar é de mais apoios
sociais, não é de atacar os pobres para chegar ao poder”, acrescentou.