A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, questionou a Comissão Europeia sobre a possibilidade de haver alternativas ao modelo de privatização da Azores Airlines e do serviço de Handling da SATA.Em nota de imprensa, o Bloco de Esquerda revela que a eurodeputada e antiga coordenadora nacional do Bloco de Esquerda enviou uma pergunta à Comissão Europeia sobre a possibilidade de serem avaliadas alternativas ao modelo de privatização em curso da Azores Airlines e da SATA Handling no caso de se demonstrarem “fragilidades significativas” neste processo, bem como o risco de novo auxílio de Estado ou mesmo de ameaças à continuidade territorial.Num documento enviado à Comissão Europeia, a eurodeputada Catarina Martins alerta que “a assunção total do passivo da Azores Airlines pela Região pode constituir uma vantagem económica suscetível de ser qualificada como novo auxílio de Estado, caso altere as condições autorizadas ou distorça a concorrência”.Relativamente ao processo de privatização da SATA Handling, empresa recentemente criada no grupo SATA e para a qual transitaram 65% dos trabalhadores da SATA Air Açores, o Bloco de Esquerda manifesta igualmente à Comissão Europeia “grande preocupação com as consequências negativas que vão resultar desta decisão”.Isto porque, refere uma nota de imprensa, a eurodeputada Catarina Martins considera “que está em causa um mercado insular de pequena dimensão e sem concorrência efetiva, e que a privatização integral da SATA Handling vai conduzir à criação de um monopólio privado de facto na assistência em escala”.Nesse sentido, o Bloco de esquerda pergunta se a Comissão Europeia “está disponível para apreciar uma revisão do plano que prevê a alienação de 100% da SATA Handling, caso o Estado-Membro proponha uma alternativa que mantenha esta atividade no perímetro público, fundamentada na continuidade do serviço”.