BE questiona Governo sobre "constrangimentos" no centro de saúde de Angra

8 de abr. de 2021, 13:09 — Lusa/AO Online

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o BE assinala que "já recebeu várias denúncias de pessoas que estão a tentar resolver as suas situações através de consultas no privado” e defendeu que “cabe ao Sistema Regional de Saúde prover recursos humanos e físicos de forma a dar resposta em tempo útil aos utentes, sobretudo nesta época de pandemia".Segundo o requerimento enviado às redações, o BE "teve conhecimento de que inúmeras vezes as chamadas telefónicas" realizadas para o Centro de Saúde de Angra do Heroísmo, no horário definido, "não são atendidas, o que impossibilita a marcação de qualquer consulta médica"."A marcação faz-se obrigatoriamente por telefone no período entre as 08h00 e as 10h30 da véspera do dia pretendido para a consulta, no entanto, os utentes queixam-se de que as chamadas realizadas no horário referido não estão a ser atendidas, impossibilitando qualquer marcação ou contacto", refere o BE.Segundo o Bloco de Esquerda, "a central telefónica" da unidade de saúde está "obsoleta, tendo inclusivamente este problema já sido identificado pela tutela".O Bloco alerta que estes "constrangimentos nos contactos dos utentes com o Centro de Saúde de Angra do Heroísmo", na ilha Terceira, "impossibilitam a marcação de consultas, incluindo a quem pretende entregar documentos que lhes permitam entrar nas listas de vacinação contra a covid-19 e não têm médico de família"."Embora a documentação para se ser incluído nas listas de vacinação possa ser entregue em formulário online, muitos dos utentes que necessitam de o fazer não têm acesso ou aptidões técnicas para optar por esta via", refere o Bloco de Esquerda.No requerimento, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda pergunta ao Governo Regional se "tem conhecimento da situação explanada relativamente à central telefónica do Centro de Saúde de Angra do Heroísmo e quando pretende resolver esta situação"."Tem o Governo Regional conhecimento relativamente ao número de médicos manifestamente insuficiente para prestar consultas de apoio na Unidade de Saúde da Ilha Terceira referida", questiona ainda o BE nos Açores.