BE quer majorar subsídio de desemprego em São Jorge face à crise sismovulcânica
OE2022
18 de mai. de 2022, 17:09
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa
realizada na sede do partido nos Açores, o líder do BE na região,
António Lima, anunciou um conjunto de propostas de alteração ao OE2022
que os bloquistas entregaram na sexta-feira, relacionadas com o
arquipélago.“Para além de faltarem
matérias essenciais para a região, as que se encontram na proposta de
Orçamento do Estado são, como foram nos últimos anos, vagas, imprecisas e
tememos que não sejam, uma vez mais, para cumprir”, criticou António
Lima, que falava na sede do BE/Açores, em Ponta Delgada.Entre
as propostas apresentadas, o BE “exige medidas concertadas em várias
áreas, seja no apoio à economia, seja no apoio às pessoas” perante a
crise sismovulcânica em São Jorge.“Propomos
assim a majoração em 20% do subsídio de desemprego e do subsídio social
de desemprego para os beneficiários residentes na ilha de São Jorge
durante seis meses”, revelou.O BE propôs
ainda o “ressarcimento” da companhia aérea SATA pelo “cumprimento das
obrigações de serviço público prestado nas rotas não liberalizadas”, das
ligações a Lisboa do Faial, Pico e Santa Maria.“Só
deste modo a SATA será devidamente compensada pelos prejuízos gerados
ao longo dos anos pelo cumprimento de um serviço público que é
responsabilidade do Estado”, defendeu.O
partido quer ainda que o lançamento do concurso público para a
substituição dos cabos submarinos (que estabelece as telecomunicações
entre o continente e a região) decorra até ao final do ano.“O
lançamento deste concurso é absolutamente urgente. Não podemos correr o
risco de ficar sem comunicações por via de avarias dos atuais cabos
submarinos, [que estão] em fim de vida. Uma situação dessas seria
verdadeiramente catastrófica”, afirmou.O
BE apresentou igualmente uma proposta para que o Governo da República
mantenha o “compromisso” de “financiar as obras de recuperação dos
prejuízos causados pelo furacão Lorenzo”, que atravessou o arquipélago
em outubro de 2019, “apesar de o Governo Regional ter, de forma
incompetente, colocado em causa essas verbas”.Os
bloquistas pretendem também a “eliminação dos cortes das pensões para
os ex-trabalhadores da base das Lajes”, na ilha de Terceira, e para
“todos os trabalhadores com profissões de desgaste rápido”.“Estas
são medidas que consideramos essenciais e urgentes, tendo em conta que
este será um Orçamento para vigorar cerca de seis meses”, salientou
António Lima.