BE pede "solidariedade de toda a República" com a ilha de São Jorge
Açores/Sismos
26 de mar. de 2022, 23:36
— Lusa /AO Online
“É preciso apoiar, é preciso solidariedade de toda a República para com os Açores, para com a ilha de São Jorge”, disse Catarina Martins, à margem de um encontro sobre políticas para o envelhecimento, em Lisboa.A coordenadora bloquista acrescentou que é necessária a “maior prontidão” e que “não falte nenhum meio à Proteção Civil”.Catarina Martins pediu também que “seja possível, no meio dessa incerteza e insegurança, manter a tranquilidade e seguir as indicações” das autoridades.São Jorge contabilizou cerca de 12.700 sismos desde o início desta crise, em 19 de março, mais do dobro de todos os sismos registados no arquipélago desde 2021.A ilha está com o nível de alerta vulcânico V4, de um total de cinco níveis, o que significa “possibilidade real de erupção”.O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, anunciou hoje que os meios de Portugal continental disponibilizados pela Cruz Vermelha, entre os quais camas e colchões, chegam a São Jorge no domingo, transportados pela Força Aérea.Além disso, a ilha do Grupo Central dos Açores receberá um reforço de 11 elementos da PSP que ficarão em permanência em São Jorge, acrescentou o governante.O Plano Regional de Emergência da Proteção Civil dos Açores e os planos de emergência municipais dos dois concelhos da ilha (Velas e Calheta) foram também ativados na quarta-feira.Cerca de 1.250 pessoas já abandonaram São Jorge, nos Açores, por via marítima e aérea, desde o início da crise sísmica.Segundo os dados provisórios dos Censos 2021, a ilha de São Jorge tem 8.373 habitantes, dos quais 4.936 no concelho de Velas e 3.437 no concelho da Calheta.A crise sismovulcânica em São Jorge iniciou-se às 16:05 de dia 19, tendo o sismo mais energético ocorrido nesse mesmo dia às 18:41 com uma magnitude de 3,3 na escala de Richter, mas sem provocar danos.