BE pede esclarecimentos urgentes sobre mortandade de pombos na Terceira e Graciosa
Hoje 15:52
— Lusa/AO Online
Segundo
o BE, nas últimas semanas “diversos cidadãos têm identificado pombos
mortos em vários locais das duas ilhas, sem que o Governo Regional tenha
apresentado dados concretos sobre a dimensão do problema, as análises
realizadas ou as hipóteses de diagnóstico em investigação”.O
partido refere, em comunicado de imprensa, que “a única comunicação
pública conhecida é uma nota informativa, emitida pela Direção Regional
da Agricultura, Veterinária e Alimentação, que confirma a realização de
exames laboratoriais”, mas cujos resultados “são inconclusivos”, além de
que a divulgação “não seguiu os canais institucionais habituais,
dificultando o acesso da população a esclarecimentos essenciais”.Ainda
segundo o BE/Açores, a nota informativa “não contém data de emissão,
não indica o número de ocorrências registadas, não especifica que
análises foram efetuadas, nem apresenta qualquer previsão para a
obtenção dos resultados pendentes”. “Apesar
de recomendar que não seja consumida carne de pombo até existirem mais
elementos, a informação permanece insuficiente e pouco transparente”,
sustenta o Bloco, que solicita ao Governo Regional informação detalhada.No requerimento, o BE
pede ainda ao executivo açoriano informação sobre o número de pombos
mortos identificados, as datas das primeiras ocorrências, as análises já
realizadas e os resultados, as hipóteses de diagnóstico consideradas ou
excluídas, os eventuais registos de rolas de colar encontradas mortas,
as medidas de vigilância em curso, as orientações transmitidas às
autarquias e aos serviços de saúde.O
partido questiona também as razões para a nota informativa “não ter
data”, nem ter sido publicada “nos meios oficiais do Governo Regional”.O
Bloco exige igualmente que o Governo divulgue publicamente os
resultados das análises logo que estejam disponíveis e mantenha a
população atualizada, de forma regular sobre a evolução da situação.Citado
no comunicado, o deputado único do BE no parlamento açoriano, António
Lima, defende que “a transparência, a comunicação institucional
responsável e o acesso atempado à informação são deveres fundamentais
das entidades públicas, especialmente quando estão em causa situações
que suscitam legítimas preocupações na população”.