BE pede audições no parlamento açoriano sobre Hospital de Ponta Delgada
21 de jul. de 2021, 14:46
— Lusa/AO Online
A
informação foi avançada em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, numa
conferência de imprensa onde o coordenador regional do BE nos Açores,
António Lima, adiantou que o partido vai entregar, esta quarta-feira, o pedido a
solicitar audições na comissão de assuntos sociais do parlamento
regional do “Sindicato Independente dos Médicos e dos representantes das
ordens dos médicos e enfermeiros”.
“Queremos com estas audições, em primeiro lugar, transparência e
prestação de contas”, sustentou António Lima, deputado do BE no
parlamento regional, apontando que “nos últimos meses” se sucedem
“polémicas, problemas e queixas graves que envolvem o Hospital do Divino
Espírito Santo (HDES) e o seu novo conselho de administração (CA)”.O
coordenador regional do BE realçou que “as denúncias vindas a público
revelam situações incompatíveis com um estado de direito democrático e
atentam contra a liberdade sindical”.Entre
as denúncias estão “nomeações feitas pelo conselho de administração que
claramente indiciam favorecimento de familiares de membros do CA", diz o
BE.Outras das questões prende-se com um alegado ataque informático no Hospital de Ponta Delgada."Desde
finais de maio que são públicas notícias acerca de um alegado ataque
informático no HDES, sobre o qual poucas ou nenhumas explicações são
dadas", sustentou António Lima.Para o
deputado do BE, o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio
Meneses, "tem estado ausente e muito pouco interventivo" em relação "aos
problemas que têm surgido no conselho de administração no Hospital do
Divino Espírito Santo".O coordenador
regional do BE disse que o Bloco "já fez um requerimento escrito" sobre a
questão informática no Hospital, mas "não teve resposta até agora"."O
que é que está em causa, que investigações tão a ser feitas, que
entidades judiciais e policiais estão a intervir. Porque não se pode
falar num ato que, provavelmente, a ser verdade, constitui um crime
gravíssimo e parece que é apenas um computador que avariou. E, não é
disso que se trata. É muito mais grave e coloca em causa a atividade do
Hospital", apontou.António Lima disse
esperar que os outros partidos com assento no parlamento açoriano
"acompanhem esta pretensão" do BE para as audições solicitadas serem
"realizadas o mais brevemente possível" e "tudo seja esclarecido"."Acima
de tudo, pretendemos que a atuação deste CA seja conforme a lei e em
defesa do interesse público, o que infelizmente não parece estar a
acontecer de todo com a conivência do Governo e dos partidos que o
apoiam".Para o BE, o eventual "chumbo"
destas audições "significará naturalmente uma tentativa de manter a
opacidade e a falta de clarificação que existe sobre estes assuntos"."Existe
um claro clima de litígio permanente entre o CA e os seus profissionais
o que coloca em causa o bom funcionamento desta instituição", vincou
António Lima.