BE diz que vagas para assistentes operacionais nas escolas são insuficientes
30 de jun. de 2022, 09:50
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
BE diz que “as 174 vagas anunciadas pelo Governo para a contratação de
funcionários para as escolas são manifestamente insuficientes”. “Se,
no presente ano letivo, a existência de mais de 600 funcionários nas
escolas ao abrigo de programas ocupacionais não impediu a existência de
muitos problemas relacionados com falta de pessoal, a contratação de 174
trabalhadores não será suficiente para assegurar o regular
funcionamento das escolas”, alertam os bloquistas.A
secretaria regional da Educação determinou a prorrogação extraordinária
de 232 contratos feitos com desempregados ao abrigo de programas
ocupacionais nas escolas dos Açores, uma medida "essencial para o
funcionamento regular" dos estabelecimentos de ensino, foi hoje
anunciado.“Na
sequência da abertura de 174 lugares de quadro para a categoria de
assistentes operacionais, definimos a prorrogação extraordinária de 232
programas ocupacionais nas escolas da região em défice, o que se revela
absolutamente essencial para o funcionamento regular das escolas”,
informou a Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais, de
acordo com uma nota de imprensa divulgada no portal do Governo de
coligação PSD/CDS-PP/PPM.Para
o BE, “por um lado, o Governo cumpre o ponto da resolução aprovada
recentemente pelo parlamento, por proposta do Bloco de Esquerda, que
recomenda a prorrogação extraordinária dos programas ocupacionais nas
escolas de modo a garantir o início do próximo ano letivo dentro da
normalidade”.“Por
outro lado, o Governo não cumpre o ponto desta resolução que
determinava a contratação, sem termo, urgente do pessoal não docente
necessário ao regular funcionamento das unidades orgânicas do sistema
educativo regional”, lamenta.Para
o BE, a decisão do Governo “significa que, a partir de janeiro de 2023,
as escolas terão muito menos funcionários do que tiveram durante o
atual ano letivo e do que terão durante o primeiro período do próximo
ano letivo”.“O
BE sempre foi contra o abuso dos programas ocupacionais e considera que
este Governo está a fazer uma péssima gestão desta situação”, criticam.Segundo
a titular da pasta da Educação, Sofia Ribeiro, as 174 vagas de quadro
de recrutamento tiveram em conta “as necessidades concretas de cada
escola” e o concurso para a colocação daqueles assistentes operacionais
está a ser agora iniciado pelas unidades orgânicas.“Tendo
em conta os prazos definidos em lei para a conclusão dos concursos de
admissão na administração pública”, foi necessário “recorrer
extraordinariamente a trabalhadores beneficiários de medidas de inserção
socioprofissional na área de assistente operacional, de forma a
garantir a estabilidade no primeiro período letivo do próximo ano
escolar”, justificou.Assim,
todos os assistentes operacionais que se encontram já a trabalhar nas
unidades orgânicas terão a prorrogação dos projetos “até ao final do
primeiro período letivo”.De
acordo com a governante, "existem 56 trabalhadores ao abrigo de
programas ocupacionais cujo projeto já terminava no final deste ano
civil, ou mesmo do ano seguinte. A estes, somamos mais 232 prorrogações
extraordinárias”.Para
a aferição dos números, Sofia Ribeiro explicou que foram também
consideradas “as necessidades de substituição dos trabalhadores que se
encontram em baixa prolongada” nas escolas da região.De
acordo com a secretária regional, “dá-se, assim, cumprimento à
Resolução da Assembleia Legislativa dos Açores, aprovada por
unanimidade”.Em
02 de junho, o parlamento açoriano aprovou uma recomendação para o
Governo contratar, “sem termo, pessoal não docente” para o regular
funcionamento das escolas e a “prorrogação extraordinária dos contratos
de pessoal não docente ao abrigo de programas operacionais”.Apresentado pelo BE no plenário da Assembleia Legislativa Regional, o projeto de resolução foi aprovado por unanimidade.