BE aprova apelo ao voto em Seguro e critica PSD e IL
Presidenciais2026
Hoje 11:37
— Lusa/AO Online
"Na segunda volta
nós vamos ter um confronto entre um candidato pela democracia e um
candidato contra a democracia, e neste contexto o Bloco acha
absolutamente inqualificável o silêncio das lideranças de PSD e IL",
declarou José Manuel Pureza, em conferência de imprensa, na sede
nacional do BE, em Lisboa.O coordenador do
BE acrescentou que "o Bloco evidentemente que não hesita e por isso
mesmo os órgãos de direção do Bloco assumiram e aprovaram a posição de
apelar ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura e para
derrotar a extrema-direita nestas eleições presidenciais".Quanto
ao PSD e à IL, José Manuel Pureza considerou que a "recusa de tomada de
posição" entre o antigo secretário-geral do PS António José Seguro e o
presidente do Chega, André Ventura, acaba por "ser afinal a tomada de
posição contra a democracia".Em nome do
seu partido, o coordenador do BE expressou uma "crítica muito veemente a
essa atitude de equidistância entre o candidato da extrema-direita, o
candidato contra a democracia, e o candidato pela democracia".Na
noite eleitoral de domingo, José Manuel Pureza, anunciou que iria
propor o apoio à candidatura de António José Seguro à Mesa Nacional do
BE, órgão máximo partidário entre convenções, que se reuniu entretanto,
na segunda-feira à noite.A candidata
presidencial apoiada pelo BE, a eurodeputada Catarina Martins,
ex-coordenadora do partido, declarou no domingo iria votar em Seguro na
segunda volta, que se irá realizar em 08 de fevereiro.José Manuel Pureza defendeu que "a democracia fica a dever a Catarina
Martins um contributo muito qualificado, muito corajoso, muito tenaz", e
que a sua campanha, que qualificou como "formidável", valeu também pelo
foco em temas como os direitos do trabalho, a saúde, a habitação e a
igualdade.Quanto aos resultados, disse
que "ficaram aquém daquilo que era desejado e que era merecido" mas
realçou que a ex-coordenadora do BE teve mais votos do que as outras
"candidaturas à esquerda", do PCP e do Livre: "Foi aquela que melhor
resistiu à pressão enorme no sentido de um voto tático". "Consideramos
que a candidatura da Catarina Martins foi muito positiva, muito
importante, ainda bem que a candidatura da Catarina Martins foi levada
avante", reforçou.Pureza apelou a todas as
pessoas que concordaram com a sua mensagem, mas optaram por "um voto
tático" noutro candidato, para que se juntem às lutas do BE "contra a
política do Governo" PSD/CDS-PP."Nesta
primeira volta há ainda um outro resultado a sublinhar que é o resultado
que é a derrota clamorosa de Luís Marques Mendes, candidato do Governo e
que arrasta o Governo para a derrota que sofreu nesta primeira volta",
sustentou, apontando o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís
Montenegro, como "um dos principais derrotados".Interrogado
se está confiante ou preocupado quanto à segunda volta, o coordenador
do BE respondeu que "o Bloco encara a segunda volta com toda a sua
determinação" e não entrará no "campeonato do otimismo e do
pessimismo". "Agora, evidentemente, é uma
responsabilidade histórica que está diante de nós, é a de defender a
democracia contra um candidato que é contra a democracia", acrescentou.Pureza
prometeu que "o BE estará totalmente mobilizado para que justamente
toda a gente, toda a gente do mundo da democracia vote em António José
Seguro para derrotar a extrema-direita".António
José Seguro foi o candidato mais votado nas presidenciais de domingo,
com 33% dos votos, seguido de André Ventura, com 23,5%, de acordo
com resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do
Ministério da Administração Interna. Catarina Martins ficou em sexto,
com 2,06%.