BE/Açores vota contra Plano e Orçamento que mantém "desigualdades"
28 de nov. de 2019, 18:38
— Lusa/AO online
"O BE, assumindo que
cabe legitimamente ao Governo e ao PS a sua condução, veio a esta casa
apresentar propostas concretas que, respondendo aos anseios dos
açorianos e açorianas, seriam compatíveis com um orçamento de esquerda,
como assume querer o PS. Infelizmente, para prejuízo dos Açores, a
maioria não aprova qualquer proposta substantiva do BE, preferindo
manter este orçamento como está: permissivo e continuador das
desigualdades sociais na região", declarou António Lima.O
bloquista falava na intervenção final da discussão do Plano e Orçamento
dos Açores para 2020, debate parlamentar que se iniciou na terça-feira e
se conclui na sexta-feira.O partido,
acrescentou, votará contra as propostas de Plano e Orçamento e lamenta
que o PS, ao contrário do que sucedeu na República na legislatura
passada, não precise "nem queira aceitar as propostas" do Bloco.Referindo-se
depois a "casos concretos", António Lima lembrou, por exemplo, uma
proposta bloquista do início de 2018 em que era defendida a urgente
capitalização pública da transportadora aérea açoriana SATA."O
PS chumbou esse projeto de resolução, afirmando que a nossa proposta
implicaria despedimentos e que poderia mesmo levar ao encerramento da
empresa. Hoje, pouco mais de um ano depois e neste orçamento, o Governo
propõe a capitalização pública da SATA", disse.Há
anos que o BE, prosseguiu o seu dirigente máximo na região, "apresenta
sucessivas propostas para que o projeto da incineradora de São Miguel
seja abandonado e substituído por outras soluções mais sustentáveis",
sendo que "todas essas propostas foram rejeitadas pelo PS."Só depois de o processo chegar aos tribunais, com o resultado conhecido, se aceita repensar este assunto", prosseguiu.E
acrescentou: "Esta pequena resenha de situações concretas é elucidativa
de que as propostas do BE são sérias, exequíveis e que concretizadas no
momento em que são apresentadas, poupariam recursos melhorariam a vida
dos açorianos e açorianas".O deputado
lamentou ainda que "quase um em cada três açorianos e açorianas" estejam
"em risco de pobreza" e, "apesar de estar em implementação a estratégia
regional contra a pobreza, com um horizonte a dez anos, há medidas
concretas e exequíveis que se exigem já".Nesse
sentido, e "numa altura em que as finanças públicas estão bem" e "em
que a riqueza na região aumenta a um ritmo até superior à média
nacional", os indicadores sociais são "inaceitáveis", advogou.