BE/Açores vai propor projeto experimental de semana de quatro dias de trabalho
14 de set. de 2024, 19:13
— Lusa/AO Online
Segundo o líder do
BE/Açores, António Lima, a proposta que vai ser feita pelo partido será
“sem perda de vencimento e com redução do horário semanal de trabalho”.“Esse
projeto experimental deve ser de caráter voluntário para as empresas,
ou seja, não é obrigatório”, declarou o responsável aos jornalistas, no
final de uma reunião da Comissão Coordenadora Regional do BE/Açores,
realizada em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.António
Lima explicou ainda que a implementação do projeto pelas empresas que
adiram deverá ser compensada com apoio público, “seja apoio financeiro,
seja apoio técnico”.“Sabemos que a nível
nacional foi implementado um projeto que teve bons resultados, um
projeto-piloto, todavia, apenas uma empresa nos Açores aderiu”, disse,
situação que considera “claramente insuficiente”. Os
Açores, prosseguiu, têm características no seu tecido económico “que
são próprias” e que exigem que esse projeto “seja alargado, que seja
experimentado”, no sentido de a região caminhar para que, quem trabalha,
“tenha efetivamente tempo para viver, tempo para a sua família”.“E viver melhor nos Açores é urgente e é necessário”, rematou.A
proposta vai ser elaborada pelo partido, que auscultará os
trabalhadores e as empresas, para que seja entregue no parlamento
açoriano “com alguma brevidade”, disse o dirigente e deputado regional
do BE.O partido vai também apresentar uma
anteproposta de lei para redução da semana de trabalho para 35 horas,
para responder “às novas dinâmicas, às novas necessidades das famílias,
da conciliação do trabalho com a vida familiar”, justificou.Na
reunião da Comissão Coordenadora Regional do BE dos Açores
também foi feita a análise da situação política no arquipélago,
concluindo o partido que nos últimos meses “ficou claro que a região é
governada, não só por uma coligação que inclui o PSD, o CDS e o PPM, que
concorreu coligada a eleições, mas também por uma coligação que é mais
vasta e que inclui o Chega”.“Fica claro
que essa coligação vai para além do CDS e do PPM e do PSD, com as
votações no parlamento, e com o apoio do Chega no Orçamento, o que já se
antevê que irá acontecer no próximo Orçamento [Regional para 2025]”,
observou António Lima.O BE/Açores concluiu
ainda que há vários problemas que “se acentuam nos serviços públicos”,
nomeadamente nas áreas da Saúde e da Educação.O
partido defende que seja feito investimento na modernização dos
serviços públicos e que exista “uma política fiscal justa, que garanta
os recursos que a região necessita, sem prejuízo de uma revisão da lei
de finanças regionais”, disse.