BE/Açores vai propor "controlo imediato de preços" de produtos essenciais
20 de mar. de 2023, 07:00
— Lusa/AO Online
“Perante
a emergência que se vive, com produtos quase a duplicar de preços,
vamos propor uma alteração à lei, para que esta determine que, a partir
de determinado nível de inflação, tem de haver margens de
comercialização”, explicou António Lima, líder regional do BE, após uma
reunião da Comissão Coordenadora Regional do partido nos Açores, em
Ponta Delgada.O também deputado do
BE/Açores na Assembleia Legislativa Regional lembrou que “um cabaz de
compras analisado pela DECO [Associação Portuguesa para a Defesa do
Consumidor] subiu 22,51% face há um ano e, de fevereiro a março deste
ano, subiu 27,89%”, sendo que “a estes números, o Governo Regional
[PSD/CDS-PP/PPM] tem respondido com inação e mera análise e
monitorização dos preços”. “É preciso agir
no imediato. É preciso parar o empobrecimento generalizado de quem
trabalha e travar os lucros indecentes com os produtos alimentares. O
governo, ao não agir, está a colocar-se ao lado de quem ganha com a
inflação”, acusou António Lima. O
parlamentar indicou ainda que, “em contraciclo com o resto do país, a
inflação homóloga em fevereiro subiu de 7,1 para 7,94% nos Açores,
enquanto a taxa nacional baixou de 8,4 para 8,36%”, um sinal de que a
região, “provavelmente, ainda não atingiu o pico da inflação”.“O
Governo Regional limita-se a vigiar os preços, numa inação para
beneficiar quem lucra com a inflação e com o empobrecimento. A este
empobrecimento generalizado, o Governo Regional e os partidos que o
colocaram no poder não respondem, estando apenas dedicados às suas
guerras internas e disputas de poder em função das táticas nacionais dos
partidos que suportam o governo”, criticou.Para
o líder regional do BE/Açores, “a recente desvinculação da Iniciativa
Liberal [IL] do acordo de incidência parlamentar [com o PSD] sucede
porque a sua existência era uma pedra no sapato da estratégia nacional
da IL” e Rui Rocha, novo líder do partido, “veio aos Açores mandar
rasgar o acordo”.“A IL nos Açores rasgou o acordo, mantendo, no entanto, a negociação à peça. Ou seja, tudo como dantes”, disse.Por
outro lado, no executivo regional, “assim como a maioria que o suporta,
estão em guerra interna constante, alheadas dos problemas das pessoas, e
focados apenas no seu objetivo primordial, a manutenção do poder”,
acrescentou, assegurando que, “pelo contrário, o BE continua atento aos
problemas das pessoas”.