BE/Açores questiona sobre consulta de apoio à fertilidade e procriação medicamente assistida
16 de jul. de 2025, 16:39
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do BE, o requerimento foi enviado ao executivo
de coligação, através do parlamento regional, depois de o
partido ter recebido denúncias de que o Hospital do Santo Espírito da
Ilha Terceira (HSEIT) “deixou de realizar consulta de apoio à
fertilidade” por “insuficiência de recursos”.No
entanto, para o partido, “importa conhecer a que se reporta esta
insuficiência de recursos, há quanto tempo se encontra o HSEIT sem
realizar estas consultas e se está prevista a sua resolução a breve
trecho”.Além disso, acrescenta, é
importante “conhecer a realidade dos outros hospitais em relação à
realização desta consulta e se existe atualmente lista de espera para a
realização desta consulta, assim como para os tratamentos de procriação
medicamente assistida através do Serviço Regional de Saúde”.No
documento dirigido à secretária regional da Saúde e Segurança Social,
Mónica Seidi, o Bloco salienta que, “nos Açores, cerca de 10 mil casais
enfrentam problemas de infertilidade” e as consultas de referenciação
“são fundamentais para dar resposta a quem procura, através da
procriação medicamente assistida, avançar com os seus processos de
reprodução”.O deputado único do BE/Açores,
António Lima, quer ainda saber “quais são os recursos que estão em
falta para realizar a consulta de apoio à fertilidade, desde quando, e
quando será resolvida esta situação”.Também
solicita dados sobre as listas de espera, o número de pessoas que
recorreram à procriação medicamente assistida e sobre as taxas de
sucesso na região.Segundo a nota, em junho
de 2022, uma circular normativa estabeleceu que as unidades de saúde de
ilha dos Açores articulam-se com os hospitais de abrangência para que
seja possível a referenciação, através de consulta de apoio à
fertilidade, para os centros de procriação medicamente assistida
convencionados com o Serviço Regional de Saúde.A
circular também prevê que “os beneficiários sem [consulta de]
infertilidade, abrangidos pela legislação vigente, bem como os casos de
infertilidade em que o hospital de referência não permita uma resposta
em 60 dias, podem ser referenciados pela unidade de saúde de ilha
diretamente ao Centro de Procriação Medicamente Assistida”.