BE/Açores questiona Governo Regional sobre acolhimento de refugiados
29 de mar. de 2022, 17:23
— Lusa/AO online
Num
requerimento entregue na mesa da Assembleia Legislativa Regional dos
Açores é referido que a estrutura da ilha do Faial do Bloco “teve
conhecimento de uma falha no apoio à deslocação de refugiados ucranianos
para os Açores”.Segundo
o BE/Açores, “apesar de o Governo Regional e a autarquia da Horta terem
sido contactadas, só o apoio financeiro de um cidadão faialense
desbloqueou o transporte de uma família de refugiados de Lisboa para a
Horta”. No
documento, o BE/Açores solicita que o Governo Regional "clarifique os
procedimentos e os mecanismos em vigor para o apoio e acolhimento aos
refugiados ucranianos” no arquipélago, considerando que “a comunicação
por parte das entidades contactadas não tem sido clara, nem pronta, nem
proativa na procura de soluções e na criação de condições para a receção
destes refugiados”.O
Bloco quer ainda saber que “entidade, ou entidades, são responsáveis
especificamente pelo apoio à deslocação de refugiados para a região,
pelo apoio à habitação, pelo apoio na procura de emprego, pelo apoio à
integração escolar, pelo apoio no ensino de português e pelo apoio
psicológico”.Aquela
força política quer ainda apurar “qual é a entidade que centraliza
estes processos e presta acompanhamento de proximidade a estas
famílias”.O
BE/Açores defende “uma comunicação clara e uma efetiva distribuição e
assunção de responsabilidades no apoio a estas populações”, salientando
que são aspetos essenciais para “oferecer condições de acolhimento de
forma pronta”, poupando os refugiados “ao aumento de incerteza,
instabilidade e receios em relação ao futuro que a sua situação já
acarreta”.O
Bloco apela também ao presidente da Câmara Municipal da Horta para
“encetar todos os esforços no sentido de garantir uma resposta proativa e
atempada de todas os casos de refugiados que entrem em contacto com a
autarquia”.A
Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que
matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824,
entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que
alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito
maior.A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.A
invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade
internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o
reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.