BE/Açores quer trabalhadores despedidos na Praia da Vitória na administração regional
10 de out. de 2023, 08:20
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o BE adianta que
pretende que o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) faça um “levantamento
das necessidades de trabalhadores na administração pública na Terceira e
que se demonstre disponível” para “autorizar a integração dos
trabalhadores em risco de despedimento nos serviços da tutela do
Governo, através do processo de mobilidade”.“O
Governo Regional, respeitando a autonomia local, tem de ser parte da
solução e não pode ficar de braços cruzados a assistir ao despedimento
de dezenas de pessoas sem sequer procurar encontrar soluções”, afirma a
deputada Alexandra Manes, citada na nota de imprensa.O
Bloco indica que vai submeter a proposta com “caráter de urgência” para
“chamar o Governo Regional a disponibilizar-se para ser uma solução que
trave o despedimento coletivo de 36 trabalhadores anunciado pela
autarquia da Praia da Vitória”.“Não compreendemos o silêncio do governo neste processo”, critica o partido.O
BE refere o “exemplo das escolas”, onde existe “falta de assistentes
operacionais”, tratando-se de uma carência que podia ser colmatada com
“alguns dos trabalhadores que a autarquia da Praia da Vitória vai
despedir”.O Bloco critica também a Câmara
da Praia da Vitória, liderada pela social-democrata Vânia Ferreira, que
diz ser o “única” autarquia do país que vai realizar um processo de
despedimento após recorrer ao Fundo de Apoio Municipal.Em
setembro, a presidente do município da Praia da Vitória (PSD/CDS-PP)
anunciou que a autarquia iria internalizar até ao final do ano a
cooperativa Praia Cultural (CPC), integrando 91 funcionários e
despedindo 37, que se somam a outros 35 que já tinham aceitado rescisões
por mútuo acordo e a dois absorvidos por entidades externas.A
decisão foi comunicada aos trabalhadores numa reunião, mas os visados
disseram desconhecer os critérios de seleção ou a forma como serão
reorganizados os serviços após os despedimentos.A 22 de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local
(STAL) dos Açores defendeu a internalização de todos os funcionários da
cooperativa Praia Cultural no município e a integração de parte na
administração regional.