BE/Açores quer reforço da proteção animal e vai apresentar propostas no parlamento

Hoje 16:24 — Lusa/AO Online

A informação foi avançada pelo deputado único do BE no parlamento açoriano, António Lima, após uma visita ao Centro de Recolha Oficial (CRO) de Lagoa, na ilha de são Miguel.O deputado, e coordenador do BE/Açores, assinalou que o Bloco "contribuiu para melhorias significativas no bem-estar animal nos Açores nos últimos anos, particularmente para o fim do abate de animais saudáveis como método de controlo populacional", mas defendeu que ainda há trabalho a fazer para garantir melhores condições de proteção e acolhimento dos animais, segundo nota divulgada pelo partido.Segundo o parlamentar, atualmente “há uma realidade muito diferente”, sendo os casos de abate residuais e limitados a situações de eutanásia de animais com doenças incuráveis e em sofrimento.No entanto, o Bloco defende que “é preciso continuar a evoluir e que há trabalho que é preciso fazer”. Por isso, no seguimento de uma reunião com a Provedora do Animal, em que foram "identificados problemas que persistem" no arquipélago açoriano em relação ao bem-estar animal, o Bloco "decidiu levar o assunto ao parlamento", avança o partido na nota de imprensa.Uma das propostas passa por dar enquadramento legal às Famílias de Acolhimento Temporário (FAT), que “fazem um trabalho extraordinário”, ao libertarem espaço dos CRO e dando-lhes [aos animais] melhores condições, assinalou António Lima.O enquadramento legal das FAT vai permitir um acompanhamento mais próximo e regulado por parte dos CRO, que passa pelo acesso a formação, aconselhamento e apoio na garantia de condições adequadas às necessidades dos animais.Outra das propostas incide sobre a melhoria das condições dos animais que são utilizados na atividade da caça.Muitos cães utilizados para caçar não estão devidamente registados e as condições em que vivem nem sempre são as melhores, apontou o deputado do Bloco.O partido explica que vai propor que os canis de caçadores passem a ter de ser obrigatoriamente licenciados pelos serviços veterinários das autarquias, que vão definir o número máximo de cães permitidos por cada caçador de acordo com as condições existentes no espaço.O objetivo "é garantir que cada caçador terá, no máximo, o número de cães que demonstre ter capacidade para cuidar com boas condições", acrescenta.António Lima, citado na nota, criticou ainda o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), afirmando que o executivo açoriano "conhece a realidade e estes problemas, mas prefere cruzar os braços" em relação ao bem-estar animal e "agora está nitidamente distraído com as suas guerras internas".