BE/Açores quer Orçamento com mecanismos para compensar perda de poder de compra
15 de set. de 2022, 16:40
— Lusa/AO Online
“As
nossas prioridades têm como principal preocupação as pessoas. Este
orçamento [de 2023, que deve ser votado no parlamento regional em
novembro] deve criar soluções semelhantes às do tempo da ‘troika’. Deve
procurar compensar a perda salarial dos trabalhadores da administração
pública, sobretudo os que têm salários mais baixos”, defendeu António
Lima, após uma reunião com o líder do executivo açoriano, na sede da
Presidência, em Ponta Delgada.O presidente
do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), o social-democrata José Manuel
Bolieiro, está a receber os partidos políticos a propósito da
elaboração das antepropostas de Plano e Orçamento para 2023, que devem
ser discutidos em novembro na Assembleia Regional.De
acordo com o líder regional do BE, “é possível encontrar mecanismos
(seja de medidas já existentes seja de outras) para compensar a perda do
poder de compra” dos trabalhadores da função pública regional.O
BE defende também o aumento, de 5% para 7,5%, do complemento regional
ao salário mínimo para o setor público e privado, lembrando que em causa
estão “quase 40% dos trabalhadores da região”.Nos Açores, o salário mínimo tem um acréscimo de 5% relativamente ao nacional, estando fixado em 740,25 euros.Por
outro lado, o BE pretende que seja implementado um “conjunto de apoios
sociais” para compensar também as famílias devido à inflação e ao
“aumento do custo de vida”.A redução do preço dos transportes públicos é outra das propostas do BE.“Avançar
totalmente para a gratuitidade das creches e ter controlo nos preços
para conter o aumento da inflação nos bens essenciais” é outra das
prioridades do BE.Nos Açores, as creches são atualmente gratuitas até ao 13.º escalão. António
Lima lamentou ainda a “tremenda confusão” existente “no seio dos
partidos que apoiam o governo, que dedicam mais tempo e atenção às suas
guerrilhas internas do que aos problemas das pessoas”.“Isso é preocupante e lamentável. Muitos desses partidos não estão preocupados com problemas das pessoas”, criticou.O
também deputado regional observou não estar preocupado com a
estabilidade do governo, mas com o facto de as pessoas correrem o risco
de “ficar no fundo da prioridade política” dos partidos. Quanto a um possível voto favorável ao Orçamento, o BE diz que o analisará “no seu todo e, só depois, tomará posição”.