BE/Açores quer explicações do Governo Regional sobre sobrepesca de atum patudo
9 de ago. de 2022, 12:08
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Bloco informa que entregou um requerimento no parlamento
açoriano dirigido ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), no qual solicita
dados sobre o valor das descargas de atum patudo pelas embarcações dos
Açores, Madeira e Portugal continental.O
BE/Açores justifica este pedido de informações tendo em conta "as
declarações do secretário regional do Mar e das Pescas dos Açores, que
reconheceu a ocorrência de sobrepesca de atum patudo este ano, devido a
falhas de comunicação atempada das capturas de atum patudo, nas regiões
autónomas dos Açores e da Madeira".O
partido quer, ainda, explicações sobre a “discriminação positiva para as
regiões autónomas dos Açores e Madeira” relativamente às capturas desta
espécie, "anunciada pelo secretário regional do Mar e Pescas após
encontro com a secretária de Estado das Pescas".O
Bloco pede também o envio de cópia do "acordo" alcançado com o Governo
da República, “a troca de correspondência que o comprove ou outra
documentação que consubstancie o que foi anunciado”.O
partido pretende ainda saber se o Governo Regional "cumpriu ou não" a
"obrigação" de informar as associações representativas do setor por ter
sido atingida a totalidade das possibilidades de pesca desta espécie de
atum."Segundo declarações do secretário
regional do Mar e Pescas, para o ano de 2022, a quota disponível para o
atum patudo para Portugal foi de 2.800 toneladas, sendo 85% desse valor
atribuído às regiões autónomas dos Açores e Madeira, o que corresponde a
2.380 toneladas", assinala o partido.Os
dois deputados do Bloco, António Lima e Alexandra Manes, relembram que o
Governo Regional "revogou a portaria que regulava o exercício da
pescaria de atum patudo na região", estabelecendo "limites de captura
por segmento de frota" e "desconsiderou os modelos de gestão propostos
pelo setor associativo, para a safra de 2022".Por
isso, o Bloco quer saber o motivo que levou o Governo Regional a "não
implementar medidas de gestão que evitassem o encerramento extemporâneo
da pesca dirigida a esta espécie", com "consequentes prejuízos
económicos daí decorrentes".