BE/Açores quer “entendimento” entre Governo e Câmara sobre Calheta de Ponta Delgada
6 de ago. de 2020, 14:16
— Lusa/AO Online
Em comunicado de imprensa, o Bloco afirma que a
"cidade de Ponta Delgada não pode esperar mais" pelo promotor do
projeto, a sociedade Asta Atlântida, para o concluir."A
solução deve passar por um entendimento entre o Governo e autarquia
para, de uma vez por todas, garantir que aquele espaço seja rapidamente
devolvido à utilização pública", afirma o BE. Na
terça-feira, o BE/Açores pediu explicações ao Governo Regional sobre o
"mamarracho" que se encontra na Calheta de Pêro de Teive, em Ponta
Delgada, salientado que "todos os prazos têm sido queimados" para a
requalificação daquele espaço.Em reação às
críticas do Bloco de Esquerda, o Governo dos Açores, liderado pelo
socialista Vasco Cordeiro, afirmou que a requalificação das galerias
comerciais na Calheta de Pêro de Teive ainda não se iniciou devido à
falta da licença por parte da câmara.Por
sua vez, a Câmara de Ponta Delgada, liderada pela social-democrata Maria
José Duarte, disse, na quarta-feira, estar a aguardar a resposta do
promotor da requalificação da Calheta de Pêre de Teive para concluir o
licenciamento do projeto. Hoje, o BE
considerou que "valeu a pena chamar atenção para o abandono da Calheta",
porque "obrigou o Governo Regional e a Câmara Municipal a
pronunciaram-se sobre o assunto". O
partido, liderado na região por António Lima, destaca que, em novembro
de 2019, o município confirmou que o promotor "já tinha pago a taxa"
para poder demolir as inacabadas galerias comerciais localizadas naquele
espaço. "A verdade é que tudo continua na
mesma e o Governo também é responsável pelo atraso na conclusão deste
processo", prosseguem os bloquistas, salientando que o executivo
regional não indicou no contrato uma "data limite concreta para o início
das obras". "Quando é para dar boas
notícias, o governo e a autarquia correm para a frente das câmaras, mas
quando é para explicar por que razão aquele espaço continua ao abandono
ao fim de tantos anos, tentam sacudir as responsabilidades", lê-se no
documento. Em janeiro de 2008, foi
anunciado que iria nascer um novo espaço comercial na marginal de Ponta
Delgada, com 60 lojas e sete restaurantes, no espaço da Calheta de São
Pedro. Em 2016, o fundo Discovery,
responsável pelo projeto, apresentou uma "mudança radical" para as
inacabadas galerias comerciais, que passava por demolições, redução de
volumetrias e criação de um jardim público.