BE/Açores exige divulgação do relatório sobre danos no hospital de Ponta Delgada
3 de jul. de 2024, 10:04
— Lusa/AO Online
“Estamos
no dia 02 julho, o relatório de progresso sobre os danos no hospital
foi concluído a 31 de maio e ainda não foi divulgado, nem entregue ao
parlamento. Bem sei que a senhora secretária da Saúde referiu que iria
ser divulgado, mas o que é certo é que ainda não foi”, disse o deputado
António Lima, em declarações aos jornalistas.O
também líder do BE nos Açores, que falava após uma reunião com o
Sindicato Independente dos Médicos em Ponta Delgada, considerou
“incompreensível” que o relatório sobre os danos causados no HDES pelo
incêndio de 04 de maio ainda não seja conhecido.“O
governo podia começar por mostrar o que está a fazer. Devia já ter
mostrado e apresentado quais foram os danos no hospital, isso não custa
nada, é à distância de um clique, é enviar o relatório ao parlamento e
divulgá-lo. A esse nível, não está a fazer suficiente”, criticou.O
deputado único do partido defendeu que a população “tem o direito de
saber” o tipo de danos causados no maior hospital dos Açores e que só
com “informação” é que se pode avaliar a atuação do executivo açoriano.Na segunda-feira, a
secretária da Saúde revelou que o primeiro relatório técnico indica que
incêndio que deflagrou no início de maio no HDES teve origem nas
baterias dos condensadores.Segundo Mónica
Seidi, a tutela decidiu não tornar público o documento, neste momento,
uma vez que decorre um processo de inquérito e averiguações pela Polícia
Judiciária e o conselho de administração do HDES “enviou um
requerimento ao juiz de instrução criminal a solicitar a junção aos
autos deste relatório”.António Lima também
pediu explicações sobre o hospital modular que vai ser construído nos
terrenos contíguos ao edifício do HDES, alertando que a solução deverá
ficar “muito aquém da capacidade que existia” no hospital.“É
preciso que o governo nos diga e explique o que é que vai instalar
nesse hospital modular e o que é impede a abertura dos serviços no
hospital, como o bloco operatório por exemplo, ou a unidade de cuidados
intensivos e a própria urgência”, afirmou.O
bloquista lembrou ainda que o presidente do Governo Regional tinha
anunciado que a ala nascente do internamento do HDES iria reabrir até ao
final do mês de junho, mas tal ainda não aconteceu.“Certamente há motivos para que isso ainda não tenha acontecido”, mas têm de comunicar às pessoas, realçou.