BE/Açores diz que sobrevivência da SATA passa por acordo de parceria com a TAP
17 de jul. de 2025, 17:41
— Lusa/AO Online
O deputado e
dirigente do BE açoriano, António Lima, alertou que a privatização
da SATA Internacional, prevista no plano de reestruturação delineado
pelo Governo Regional e aprovado pela Comissão
Europeia, está a arrastar a empresa “para o desastre financeiro”.Para
o partido, a única alternativa ao “desastre da insolvência” ou ao
“desastre da privatização” é um acordo de parceria com a TAP.Segundo
António Lima, citado numa nota de imprensa, a “única solução que ainda
pode ser percorrida” é “procurar um acordo político com o Governo da
República que permita que a TAP seja um parceiro da SATA Internacional, e
que permita a sua sobrevivência”.“Essa
solução de uma articulação estreita com a TAP é a única solução, que não
seja o desastre da insolvência ou o desastre da privatização da SATA
Internacional”, sublinhou o deputado único do bloco açoriano, após uma
reunião com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.António
Lima também saudou o entendimento alcançado entre os trabalhadores
da SATA Air Açores e a empresa, que permitiu desconvocar a greve dos
tripulantes de cabine, que estava prevista começar na sexta-feira,
considerando que o desfecho das negociações “é positivo para os
trabalhadores e positivo para a SATA”.A
greve dos tripulantes de cabine tinha sido convocada pelo Sindicato
Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) para o período de
18 a 24 de julho.Na nota, o parlamentar do BE também refere que “já ninguém acredita que o Governo Regional está a salvar a SATA”.A
SATA Air Açores, que faz as ligações interilhas, registou no ano
passado um resultado negativo de 11 milhões de euros, e, nos últimos
dois anos, os resultados atingem os 20 milhões de euros negativos,
recorda o BE/Açores.“Isto não pode
acontecer numa empresa que só faz obrigações de serviço público com
subsídios”, afirmou o deputado, acrescentando que “alguma coisa está a
correr muito mal: ou no contrato de obrigações de serviço público ou na
gestão da empresa”.O bloco considera que
este caminho “tem de ser travado imediatamente” e aponta
responsabilidades ao Governo Regional e à Comissão Europeia “por terem
apostado na estratégia de privatizar a SATA Internacional e uma grande
parte da SATA Air Açores”.António Lima
alertou que quer a privatização da SATA Internacional, quer o seu
encerramento, serão “um desastre financeiro” para a região e “terão
consequências negativas para a própria SATA Air Açores”.As
duas companhias aéreas do grupo SATA, a Azores Airlines (SATA
Internacional) e a SATA Air Açores, fecharam 2024 com um prejuízo
acumulado de 82,8 milhões de euros, mais do dobro do ano anterior,
segundo dados divulgados pela empresa a 8 de junho.