BE/Açores diz que reiniciar candidaturas para empresas dá razão ao partido
PRR
21 de out. de 2021, 10:09
— Lusa/AO Online
Em comunicado de
imprensa, o BE salienta que entregou na Assembleia dos Açores uma
proposta a recomendar ao executivo açoriano, de coligação PSD/CDS/PPM,
“a realização de diligências junto do Governo da República para reabrir o
processo de candidaturas às Agendas Mobilizadoras do PRR”.“A
decisão do Governo Regional vem também dar toda a razão ao BE, que
desde a primeira declaração pública sobre este assunto defendeu que o
processo teria de ser repensado e repetido”, afirmam os bloquistas.Refira-se que o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, anunciou que as
candidaturas de empresas açorianas a 117 milhões de euros do PRR vão
começar do zero, com a garantia de que não se perde um cêntimo.“Esta
decisão de José Bolieiro vem confirmar que houve uma influência
determinante do Governo Regional na seleção das empresas e na elaboração
das agendas”, assinala o BE.As críticas à
forma como o Governo se envolveu nas candidaturas às Agendas
Mobilizadoras do PRR, que dizem respeito a 117 milhões de euros
destinados pelo Governo da República a empresas da região, marcou o
debate de terça-feira no parlamento regional, porque a iniciativa terá
deixado de fora grande parte dos empresários do arquipélago, que alegam
não terem tido conhecimento do processo.O
BE considera que a realização de uma comissão de inquérito ao processo
das Agendas Mobilizadoras, proposta apresentada por PS, BE, IL e PAN,
“mantém toda a pertinência”.O partido
critica ainda a “enorme incoerência” do Governo Regional, que no debate
parlamentar de terça-feira promoveu uma “defesa acérrima” de todo o
processo por intermédio do secretário das Finanças, Bastos e Silva,
enquanto hoje foi tomada a decisão de “repetir todo o processo”.José Manuel Bolieiro indicou que, para acabar com as suspeições sobre o
Governo dos Açores e sobre as empresas da região que se candidataram às
Agendas Mobilizadoras lançadas pela República em julho, os consórcios
vão deixar cair as propostas, tendo em vista o reinício do processo, com
a garantia, do ministro do Planeamento, de que a região “não perde nem
um cêntimo” daquele financiamento.