BE/Açores diz que falta "recuperar muita da atividade" na saúde
Covid-19
11 de ago. de 2020, 17:23
— Lusa/AO Online
"A
retoma está a ser feita, porque ela obviamente tem de ser feita. É
preciso recuperar muita atividade na ilha do Pico, e em toda a região,
ao nível da saúde, que ficou prejudicada e que não foi executada
atempadamente e que agora tem de ser realizada. Esta tem que ser uma
prioridade absoluta da região", disse o coordenador do Bloco nos Açores,
António Lima, em declarações aos jornalistas.O
dirigente do Bloco de Esquerda na região falava após uma reunião com a
Unidade de Saúde da Ilha do Pico, no Centro de Saúde da Madalena.António
Lima frisou que "é preciso perceber o contexto, os motivos e qual é a
perspetiva relativamente aos serviços de urgência na ilha do Pico",
nomeadamente aqueles que "não estão a funcionar 24 horas por dia, como
acontecia nos Centros de Saúde de São Roque e das Lajes". "Percebemos
que essa situação foi necessária para proteger os próprios serviços de
saúde e a sua manutenção e a sua operação numa situação inesperada em
que a incerteza era muito grande e em que o conhecimento e a preparação
do próprio Serviço Regional de Saúde causava obviamente preocupação, mas
agora entrando numa fase em que sabemos que a covid-19 não vai
desaparecer tão cedo é preciso que essa normalidade dos serviços também
surja", salientou.António Lima disse
também não ser aceitável que "os serviços de atendimento urgente 24
horas das Lajes e de São Roque fiquem encerrados permanentemente",
alegando que estão em causa "distâncias muito longas na ilha do Pico".O
coordenador do BE nos Açores lembrou, por exemplo, que noutras ilhas,
nomeadamente "na Calheta de São Jorge, a urgência mantém-se 24 horas por
dia e na própria ilha de São Miguel as urgências da Povoação, que
também são muito distantes do Hospital de Ponta Delgada, também estão em
atividade 24 horas por dia". "É preciso
que haja também aqui[no Pico] uma retoma e uma preparação da retoma
dessa urgência 24 horas por dia, porque a saúde não tem hora", defendeu
ainda, lembrando que "foi aprovado um orçamento suplementar para
reforçar o investimento na saúde".Outra
matéria abordada na deslocação dos dirigentes do BE/Açores à ilha do
Pico, onde reuniram-se com o presidente da Câmara Municipal da Madalena,
foi a questão da nova fábrica da conserveira Cofaco."Estamos
em agosto de 2020, quando a promessa era que a fábrica estivesse a
funcionar em janeiro de 2020 e não há fábrica nem início de obras e o
que se sabe é que foi pedida uma prorrogação do prazo para o
levantamento da licença de construção, ou seja, até novembro deste ano, e
curiosamente a seguir às eleições regionais", denunciou António Lima.Para
o coordenador do BE na região, "não há sinais de que haja efetivamente
vontade por parte da empresa em construir a fábrica, o que prometeu
depois de ter despedido todos os seus trabalhadores".