Bastonário pede solução para médicos que deixam de poder passar receitas em papel
29 de dez. de 2020, 14:46
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, lembra que se trata
de “um pequeno número de médicos” que, com o fim do prazo de transição
para a desmaterialização das receitas em papel, deixarão de ter a
possibilidade de as passar à mão.“Estamos a
falar de um conjunto de médicos que foram determinantes na construção
dos cuidados de saúde em Portugal. Numa altura crítica, em que o acesso a
cuidados de saúde tem já tantas dificuldades, e sendo este problema de
resolução tão simples, não se entende o silêncio da tutela”, afirma o
bastonário, em comunicado.Na nota, Miguel
Guimarães lembra que já tinha alertado o Ministério da Saúde para este
problema, mas ainda não obteve resposta. O
prazo previsto para acabarem as receitas em papel, passando a haver
apenas receitas eletrónicas, foi adiado até 31 de dezembro por causa da
situação pandémica que o país atravessa e pela dificuldade dos Serviços
Partilhados do Ministério da Saúde em prosseguirem com as formações
necessárias para estes médicos.“Em plena
segunda vaga, não se percebe, assim, o que terá melhorado”, questiona o
bastonário, lembrando que “os médicos colaboraram sempre de forma
exemplar no processo de desmaterialização da receita, mesmo utilizando
um sistema informático que falha muitas vezes, que atrasa consultas e
outros procedimentos”.Miguel Guimarães sublinha ainda que, se não for resolvido, o problema “terá um impacto negativo nos doentes”.