Base militar das Lajes "é crítica” para estabilidade e segurança dos EUA
Entrevista Jim Costa
17 de jan. de 2019, 15:10
— Lusa/AO Online
Em
entrevista à agência Lusa em Washington, Jim Costa reafirmou que mantém
a oposição à redução e extinção da base aérea militar dos EUA nos
Açores, mesmo estando consciente da mudança dos objetivos
geoestratégicos do país.“Com
as negociações que têm tido lugar entre os portugueses e os
norte-americanos e com os esforços adicionais com que temos pressionado o
Departamento de Defesa, no Congresso, esperamos que o novo perfil nos
permita continuar a utilizar essa infraestrutura e que no futuro
possamos tirar vantagem das oportunidades se a geopolítica mudar”,
disse.Jim
Costa considera haver três ilhas com bases militares “críticas para e
estabilidade e bem-estar a longo termo dos Estados Unidos” e essas são a
ilha da Terceira, no Oceano Atlântico, a ilha de Guam no Oceano
Pacífico e a Diego Garcia no Oceano Índico.A
base militar nas Lajes é um ponto essencial para a NATO e para
atividades militares dos EUA e de Portugal, sustentou o político
representante do Estado da Califórnia no Congresso, apesar da redução
militar de 2015 que levou à eliminação de centenas de postos de trabalho
nas Lajes, entre os quais a rescisão por mútuo acordo de cerca de 400
funcionários portugueses. “O
mundo mudou e temos vários assuntos a resolver com o compromisso da
América, não só na NATO, mas também no nosso perfil militar. Tudo isso
influenciou a redução [das forças militares] nas Lajes”, entendeu Jim
Costa, referindo também a possibilidade de as aeronaves percorrerem
longas distâncias sem paragens para se abastecerem, ao contrário do que
acontecia antigamente.O
luso-americano também estendeu os votos de que Portugal continue a
mostrar-se “um bom membro da NATO” para que as Lajes continuem a dar
provas da sua importância no quadro mundial.Durante
vários anos, a Base das Lajes foi um ponto estratégico importante para o
combate contra o terrorismo no Médio Oriente pelos EUA.Jim
Costa, no Congresso norte-americano desde 2005, tem sido um forte
opositor à dispensa da Base das Lajes pela Defesa norte-americana.Face
ao anúncio do Departamento de Defesa dos EUA em janeiro de 2015 da
redução da presença norte-americana, Jim Costa considerou a decisão como
“extremamente dececionante”.O
comunicado em inglês, de 08 de janeiro de 2015, terminava com uma
promessa de Jim Costa: “Eu e os meus colegas no Portuguese Caucus vamos
continuar os nossos esforços para manter a Base a operar ao seu nível
atual e vamos fazer todos os possíveis para reforçar a relação entre
Estados Unidos da América e Portugal, nosso amigo e aliado de longa
data”.