Bares e estabelecimentos de bebidas em São Miguel vão encerrar às 22 horas
A partir do dia 13 de agosto
11 de ago. de 2020, 20:00
— Susete Rodrigues/AO Online
De acordo com nota do
executivo, e no seguimento da monitorização permanente feita à
situação da pandemia de Covid-19 nos Açores, em que existe, neste
momento, um total de 27 casos positivos ativos, todos eles na ilha de
São Miguel, a situação “inspira maiores cuidados e suscita a
necessidade de maior atenção é a relativa à prova da existência
de, pelo menos, uma cadeia de transmissão local do vírus
SARS-CoV-2, com incidência nos concelhos de Ponta Delgada e Vila
Franca do Campo”.
Da análise realizada pela
Autoridade de Saúde Regional, “constata-se que o universo de
indivíduos relacionados com essa cadeia de transmissão local -
casos positivos e contactos próximos - tem idades na casa dos 20/30
anos e que os locais de contaminação principais são os espaços
recreativos noturnos”, explica o executivo na mesma nota.
Face a essa situação, o
Governo dos Açores, em reunião extraordinária do Conselho de
Governo realizada esta terça-feira, por videoconferência,
determinou, para a ilha de São Miguel, e para vigorar no período
entre as 00h00 do dia 13 de agosto (quinta-feira) e as 24 horas do
dia 1 de setembro, o encerramento de estabelecimentos de bebidas e
similares, com espaços de dança; o encerramento, a partir das 22
horas, dos bares e outros estabelecimentos de bebidas, com ou sem
espetáculo, com ou sem serviço de esplanada.
O Conselho de Governo,
decidiu, ainda que, a partir das 22 horas, os postos de abastecimento
de combustíveis podem manter o respetivo funcionamento,
exclusivamente para efeitos de venda ao público de combustíveis e
abastecimento de veículos.Para além destas medidas
e no âmbito de um conjunto de outras já em vigor, o Conselho do
Governo deliberou prorrogar, até às 24 horas do dia 1 de setembro,
a situação de calamidade pública nas ilhas de Santa Maria, São
Miguel, Terceira, Pico e Faial, bem como a situação de alerta nas
ilhas Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo.
O executivo regional indica ainda que o acompanhamento
permanente à evolução da situação epidemiológica poderá
implicar a adoção de novas medidas.