Banco europeu para investimentos no hidrogénio é "uma excelente ideia"
14 de set. de 2022, 16:31
— Lusa/AO Online
Referindo-se ao anúncio feito no Parlamento Europeu pela presidente da
Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, Cravinho disse que “parece uma
excelente ideia e que aponta claramente para uma autonomia europeia” na
área da energia.O desenvolvimento desses
projetos “por sua vez implica interconexões para que seja possível falar
de uma Europa unida em matéria de energética e em matéria de
distribuição de hidrogénio”, lembrou ainda o chefe da diplomacia
portuguesa, que falava no final de reunião ministerial entre Portugal e
Espanha no formato 2+2, dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da
Defesa.A presidente da Comissão Europeia,
Ursula von der Leyen, anunciou hoje a criação de um banco europeu na
União Europeia (UE) para fomentar investimentos em projetos de
hidrogénio, orçado em três mil milhões de euros.Intervindo
no seu terceiro discurso sobre o Estado da União, na sessão plenária do
Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, a líder do
executivo comunitário argumentou que “o hidrogénio pode mudar
completamente a inovação na Europa”, razão pela qual é necessário
“passar de um mercado de nicho para um mercado de massas para o
hidrogénio”.O ministro do Negócios
Estrangeiros português disse que “a questão energética é uma questão
fundamental e, portanto, foi uma parte da conversa” dos ministros
portugueses com os seus homólogos de Espanha.A
questão das conexões energéticas da Península Ibérica com França e o
resto da Europa foi abordada, com o ministro dos Negócios Estrangeiros
de Espanha, José Manuel Albares, a insistindo na necessidade de
completar as ligações entre Espanha e França e sublinhando que com isto a
Península Ibérica, que tem menos problemas de abastecimento, “está a
ser solidária” com países mais dependentes.
“As propostas que Portugal e Espanha têm defendido estão a ganhar
terreno”, disse ainda o ministro português, com o seu homologo espanhol a
completar que “são propostas construtivas” para enfrentar a chantagem
da Rússia de cortar o abastecimento energético à Europa.