Azores Burning Summer reúne música e ambiente com concerto em língua gestual
20 de ago. de 2017, 11:48
— Lusa / AO online
"O
festival aposta nas vertentes ecológica, ambiental e musical. A nossa
ideia é apresentar um cartaz de qualidade e um pouco alternativo ao que
se verifica na região e aproveitar o volume de pessoas para apresentar
uma série de atividades alternativas dentro das questões ambientais",
afirmou Filipe Tavares, da organização do Azores Burning Summer, que
decorre a 01 e 02 de setembro em São Miguel. Organizado pela
Associação Regional para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo,
Ambiente, Cultura e Saúde (ARTAC), o festival realiza-se desde 2015 na
freguesia do Porto Formoso e é produzido pela Ventoencanado. "Além
do trabalho da melhoria do espaço do evento e de um conjunto de ações
com vista à conservação ambiental, temos procurado afirmar aquilo que
caracteriza este festival, a componente ambiental", destacou Filipe
Tavares, acrescentando que na edição deste ano será disponibilizado
transporte gratuito desde a entrada da freguesia do Porto Formoso até ao
recinto de espetáculos, na praia, mantendo-se a prática do sistema de
reutilização dos copos com vista à redução da produção de lixo plástico
durante o evento e a utilização de outros materiais recicláveis como
pratos e cartazes. O evento tem como ponto alto a fogueira
Burning Summer, na praia de Porto Formoso, um dos pontos turísticos da
ilha, na última madrugada do festival. Entre as várias atividades
integradas no programa ambiental, Filipe Tavares salientou a exposição
de veículos elétricos onde este ano estarão patentes "um maior número de
marcas", o Burning Market, uma feira de artesanato, produtos naturais e
peças de autores de 'ecodesign', "que estará localizada no recinto do
festival". Destaque ainda para as Eco Talks, painéis de debate em
torno de questões ambientais, como a agricultura, mar e
sustentabilidade, resíduos, turismo, energias renováveis ou cultura. O
Azores Burnning Summer compreende ainda o Land Art Project (LAPA), um
projeto artístico idealizado na edição de 2015 que promove a criação de
obras de arte e instalações. Pelo palco do festival vão passar
ainda DJ como Branko, que integrava o projeto Buraka Som Sistema e Mike
Stellar com uma componente cinematográfica, indicou Filipe Tavares. Visando
a inclusão, a direção do festival estabeleceu uma parceria com a
Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM) para aproximar este
público à programação artística, pelo que o concerto dos portugueses
Lavoisier vai ser traduzido para língua gestual portuguesa O
festival tem acesso pago no parque dos Moinhos, enquanto na praia vai
decorrer um programa gratuito, entre as 13:00 e as 18:00 num palco
montado na esplanada do bar.