Azores Airlines deixa doente oncológico sem bagagem e medicação

Hoje 10:43 — Paula Gouveia/Daniela Carreiro

O homem tinha voo com partida de Ponta Delgada agendada para quarta-feira às 9h50 com destino a Lisboa, mas segundo explicou, o voo sofreu um atraso de cerca de três horas, e à chegada ao aeroporto de Lisboa, depois de alguma espera junto ao tapete rolante, sem que a sua bagagem, bem como a da sua filha e a de duas crianças pequenas, chegasse, acabou por recorrer ao balcão de informações da SATA, onde acabaria por perder mais uma hora e meia a tentar resolver o problema.De acordo com este passageiro, outros passageiros do mesmo voo ficaram igualmente sem a respetiva bagagem. No seu caso, foi informado, ao balcão da SATA, de que a sua bagagem ainda se encontrava em Ponta Delgada e de que seriam envidados esforços para que seguisse num voo na noite de quarta-feira, de modo a poder ser entregue, durante a manhã de quinta-feira, em Lisboa, no local onde está hospedado. Contudo, a manhã passou, sem que a bagagem tenha sido entregue, acabando por apurar que ainda estava em Ponta Delgada, apesar de, a dado momento, ter-lhe sido pedido que se informasse junto do aeroporto de Lisboa.O homem, doente oncológico, deslocou-se a Lisboa para a realização de exames médicos e consulta de avaliação. Salienta que, em vez, de estar a viver um momento de calma e tranquilidade, tem estado sujeito, ao contrário, a um episódio perturbador que lhe traz prejuízos ao seu estado de saúde, também pela falta de medicação à qual não pode ter acesso numa qualquer farmácia.Manifesta-se ainda indignado com a forma como a situação tem sido tratada, especialmente num momento em que as passagens aéreas pagas à SATA estão a preços muito elevados.O Açoriano Oriental contactou o Grupo SATA a solicitar esclarecimentos, mas até ao fecho da edição não obteve uma resposta formal.