Avaliação de desempenho nos Açores com leituras diferentes das estruturas sindicais
21 de jan. de 2025, 09:58
— Lusa/AO Online
De acordo com o
líder da UGT/Açores, Manuel Pavão, as alterações “correspondem à
adaptação à realidade regional daquelas que foram operadas ao SIADAP -
Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração
Pública”.O dirigente da UGT/Açores falava
na Comissão de Política Geral sobre proposta de sexta alteração ao
decreto legislativo regional que estabelece o SIADAPRA.Manuel
Pavão considerou que a revisão agora implementada, a par de outras
medidas, permite a distribuição das menções de avaliação “de acordo com o
efetivo desempenho e mérito dos trabalhadores, favorecendo a
valorização das suas carreiras”.O líder da
UGT/Açores alertou também para a “expressa necessidade de se rever o
SIADAPRA”, até 31 de dezembro deste ano, sob pena de o diploma caducar.Por
seu lado, o líder da CGTP/Açores, João Decq Mota, que também foi ouvido
em sede de comissão parlamentar, considerou que o SIADAPRA emana do
SIADAP, que “é um sistema injusto de avaliação de desempenho”, sendo que
se continua a afirmar que “deve ser revogado e substituído por um
sistema de avaliação”.Para o sindicalista,
no diploma “não é ponderado o real mérito do trabalhador, mas sim as
razões conexas ao sistema de preenchimento de quotas determinado pelo
Governo Regional em função das restrições orçamentais”.João
Decq Mota considerou que se “esvazia o direito do trabalhador a uma
verdadeira avaliação de desempenho, sendo, ainda, determinante a
imposição de um procedimento avaliativo transparente, colocando termo ao
sigilo”.“Perante um mau sistema de
avaliação que podia e devia ser substituído por outro, e o Governo
Regional tem competência para tal, este continua a vigorar e é objeto de
mais uma proposta de alteração que substancialmente nada altera. Assim,
estamos perante mais uma oportunidade perdida”, afirma o sindicalista.De
acordo com o dirigente, o SIADAPRA, “sendo bianual, já era de difícil
aplicação, mantendo-se a burocracia que a sua aplicação implica
provavelmente passando a anual, os problemas vão ser acrescidos”.