Avaliação bancária da habitação bate novo recorde de 2.151 euros/m2 em março
Hoje 12:12
— Lusa/AO Online
Ainda
assim, o aumento homólogo de 16,5% foi inferior aos 17,2% registados em
fevereiro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).Já
em cadeia, face a fevereiro, o valor mediano da avaliação bancária –
realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação -
subiu 29 euros (1,4%).Segundo o INE, em
março, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento face ao
mês anterior (2,1%), não se tendo registado qualquer descida.Já
em comparação com março de 2025, a variação mais acentuada foi na
Península de Setúbal (24,8%), não tendo ocorrido qualquer redução.Para
o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de março de 2026
foram consideradas 32.839 avaliações (20.397 apartamentos e 12.442
moradias), menos 10,3% que no período homólogo. Face a fevereiro,
realizaram-se mais 3.214 avaliações bancárias, o que corresponde a um
acréscimo de 10,8%.Nos apartamentos, o
valor mediano de avaliação bancária foi de 2.511 euros por metro
quadrado (euros/m2), mais 21,2% que em março de 2025.Os
valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (3.333 euros/m2) e
no Algarve (2.883 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro
apresentaram os valores mais baixos (1.477 euros/m2 e 1.626 euros/m2,
respetivamente).A Península de Setúbal apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,5%), não se tendo verificado qualquer descida.Já
face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,3%
em março, tendo a Madeira registado o maior aumento (4,0%) e os Açores a
única descida (-6,2%).O valor mediano dos
apartamentos T1 subiu 48 euros, para 3.174 euros/m2, tendo os T2 e T3
aumentado 26 euros e 13 euros, respetivamente, para 2.586 euros/m2 e
2.170 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,5%
das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.Quanto
às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.542 euros/m2, um
acréscimo homólogo de 12,6%, destacando-se a Grande Lisboa (2.838
euros/m2) e o Algarve (2.755 euros/m2) com os valores mais elevados,
enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos
(1.144 euros/m2 e 1.272 euros/m2, respetivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (20,0%), não tendo ocorrido qualquer descida.Comparativamente
com fevereiro, o valor de avaliação das moradias subiu 0,0%, tendo os
Açores sido a região com o crescimento mais elevado (3,5%) e
verificando-se uma única descida no Algarve (-0,2%).O
valor mediano das moradias T2 subiu 18 euros para 1.532 euros/m2, o das
T3 subiu 7 euros (1.513 euros/m2) e o das T4 23 euros, para 1.608
euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,0% das
avaliações de moradias realizadas no período em análise.Numa
análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península
de Setúbal apresentaram em março os valores de avaliação mais elevados
face à mediana do país em 52,4%, 32,0% e 23,3%, respetivamente.Pelo
contrário, as Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e
Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais
baixos em relação à mediana do país (-52,3%, -51,3% e -50,7%,
respetivamente).O valor mediano de
avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as
habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e
alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido
de crédito.