Autoridades francesas detiveram 26 pessoas em megaoperação contra tráfico de migrantes
29 de nov. de 2024, 13:04
— Lusa/AO Online
Estas
redes interligadas de contrabandistas, que cobram pelos seus serviços
entre 15.000 e 26.000 euros por pessoa, são suspeitas de terem trazido
ilegalmente vários milhares de pessoas da Índia, Sri Lanka e Nepal para
França, desde setembro de 2021, adiantou hoje a agência France-Presse
(AFP), que cita fontes da Polícia nas Fronteiras (PAF) do aeroporto
francês de Roissy."Os contrabandistas
facilitaram a viagem dos migrantes para a União Europeia através do
Dubai ou de estados africanos, ao mesmo tempo que lhes forneciam vistos
turísticos, de trabalho ou médicos obtidos ilegalmente", explicou Julien
Gentile, diretor da PAF Roissy.Entre
março a novembro de 2024, 26 homens foram detidos em França, acusados de
pertencerem a diferentes níveis da organização criminosa, desde
contrabandistas a branqueadores e corretores financeiros secretos.Estas redes geraram vários milhares de milhões de euros em lucros ilegais, estimaram as autoridades.Para
reinjetar estas enormes somas de dinheiro no circuito legal, foram
estruturadas redes de branqueamento em torno de empresas de construção,
do tráfico de ouro e do sistema hawala (transferências informais de
dinheiro através de intermediários, particularmente difundidas na
sub-região do continente indiano).O total
de bens apreendidos ascende a 11 milhões de euros, em ativos como
imobiliário, automóveis de luxo, jóias, ouro ou, máquinas.Dos
26 homens detidos, 15 foram colocados em prisão preventiva, sete sob
supervisão judicial e outros quatro, detidos recentemente, foram
apresentados na quinta-feira à noite ao juiz de instrução.Resta o responsável da rede, localizado no Dubai e cujo pedido de extradição ainda não teve desfecho favorável, segundo a PAF.A
investigação foi executada pela sucursal do Gabinete de Combate ao
Contrabando de Migrantes (Oltim) do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle.