Autoridades finlandesas vão inspecionar petroleiro suspeito de sabotagem de cabo submarino
2 de jan. de 2025, 16:47
— Lusa/AO Online
“No dia 02 de janeiro de 2025, a
agência finlandesa de transportes e comunicações Traficom iniciará uma
inspeção de controlo (...) do ‘Eagle S’”, anunciou a diretora da
Traficom, Sanna Sonninen, em comunicado de imprensa, especificando que
este controlo é uma medida extra à investigação iniciada pela polícia
finlandesa.“Vamos realizar a fiscalização para que não interfira com as operações policiais e com a investigação”, disse.O
"Eagle S", cujo pavilhão é das Ilhas Cook, é suspeito de ter
danificado, no dia de Natal, o cabo elétrico submarino EstLink 2, que
liga a Finlândia à Estónia, no Mar Báltico.O
navio foi abordado e depois transportado sob escolta para o porto de
Kilpilahti, 40 quilómetros a leste de Helsínquia, onde os investigadores
o inspecionaram e interrogaram a tripulação de cerca de 20 membros.Na terça-feira, sete marinheiros foram considerados suspeitos e proibidos de viajar.O
"Eagle S" é suspeito de pertencer à “frota fantasma” russa. Este termo
refere-se aos navios que transportam petróleo bruto e produtos
petrolíferos russos embargados.A NATO
(Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou na sexta-feira que
iria reforçar a sua presença militar no Mar Báltico, até porque muitos
incidentes semelhantes foram registados na região desde a invasão russa
da Ucrânia, em fevereiro de 2022.Estas
ações, que visam nomeadamente infraestruturas energéticas e de
comunicações, inserem-se, segundo especialistas e dirigentes políticos,
no contexto da “guerra híbrida” entre a Rússia e os países ocidentais,
nesta vasta área marítima delimitada por vários membros da NATO, onde
Moscovo também tem pontos de entrada.Dois
cabos de telecomunicações foram cortados nos dias 17 e 18 de novembro em
águas territoriais suecas. Um graneleiro de bandeira chinesa, o "Yi
Peng 3" – que se encontrava na zona na mesma altura – está na mira de
Estocolmo.A União Europeia já anunciou
estar a reforçar as medidas para “proteger os cabos submarinos,
nomeadamente melhorando o intercâmbio de informações, implementando
novas tecnologias de deteção e as capacidades de reparação submarina e
cooperando a nível internacional”.