Autoridades da Madeira admitem alívio de medidas mas estão preocupadas com grávidas
Covid-19
12 de jan. de 2022, 18:36
— Lusa/AO Online
“Neste momento, uma
das nossas preocupações são as grávidas, porque algumas das senhoras
grávidas não foram vacinadas”, disse o presidente do executivo
madeirense, Miguel Albuquerque.Miguel
Albuquerque falava aos jornalistas à margem da visita que efetuou às
obras de requalificação da Estrada das Carreiras, no concelho de Santa
Cruz, uma via que ficou bastante danificada na sequência do temporal de
20 de fevereiro de 2010 e dos incêndios, num projeto que representa um
investimento na ordem dos 5,6 milhões de euros.Segundo
o chefe do executivo madeirense, hoje foi necessário fazer uma
transferência “problemática” de uma grávida da ilha do Porto Santo para o
Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, mas “até agora correu tudo
bem”.Questionado sobre a possibilidade de
alteração das medidas de prevenção da infeção por SARS-CoV-2, o
responsável do Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP afirmou que a
situação será reavaliada após passar o “pico” de casos decorrentes das
festividades do Fim de Ano.“Não vamos
introduzir alterações agora porque as pessoas ainda estão um pouco
preocupadas com a proliferação da pandemia”, realçou.O
governante apontou que uma das medidas a reequacionar é a testagem
massiva semanal da população, que tem um custo de quatro milhões de
euros, admitindo que, como as consequências da doença neste momento não
são graves, “não faz sentido manter esse investimento”.“A
ideia será manter testagem para profissionais da saúde, proteção civil,
segurança, escolas e, depois, as pessoas que tiverem sintomas
eventualmente irem testar”, apontou, considerando que será uma forma de
“aliviar a situação social”.Contudo, insistiu, é necessário aguardar que “os números de casos comecem a baixar para tomar medidas nesse sentido”.“Vamos ter testes enquanto a situação de pico se mantiver”, salientou.O
chefe do executivo indicou igualmente que os responsáveis da saúde do
arquipélago lhe transmitiram que “até metade da próxima semana a região
vai atingir esse pico e, a partir daí, a tendência é para diminuírem os
números dos casos”.Relativamente às
escolas da Madeira, Miguel Albuquerque adiantou que a situação “está a
correr bem”, apesar de o número de infetados ser elevado, na ordem dos
2.000 casos, de acordo com os dados avançados pelo secretário regional
da Educação no plenário da Assembleia Legislativa da região.“Temos
41 mil alunos e se tivermos 800/900 em casa devido a contágios,
contactos diretos e indiretos, temos as escolas a funcionar”, declarou.Miguel
Albuquerque considerou igualmente que “tem corrido tudo bem na
vacinação de crianças entre os cinco e os 11 anos”, dizendo desconhecer
qualquer caso de reações adversas.