Autor insiste que relatório do incêndio no hospital de Ponta Delgada tinha medidas para mitigar riscos
16 de mai. de 2025, 11:58
— Lusa/AO Online
Numa carta
enviada ao presidente da comissão parlamentar de inquérito ao incêndio
no Hospital Divino Espírito Santo (HDES), a que a agência Lusa teve
acesso, João Mota Vieira diz querer “desmentir categoricamente” as
declarações da presidente do Conselho de Administração do hospital, Paula Macedo, na audição da comissão.João Mota Vieira diz não
ser verdade a afirmação de que o relatório “apenas dá a gravidade” do
sucedido e “não apresenta alternativas, nem propostas, nem linhas
estratégicas para a resolução dos problemas”.“O
relatório técnico inclui, no ponto três, ‘Recomendações muito urgentes
ao CA [Conselho de Administração] do HDES’, um conjunto claro e
detalhado de ações corretivas imediatas e urgentes para mitigar os
graves riscos de segurança contra incêndio identificados no HDES”, lê-se
na missiva.João Mota Vieira critica,
também, um “conjunto de interpretações abusivas e extemporâneas”
realizadas pela presidente do Conselho de Administração do HDES sobre o conteúdo do relatório a
propósito da necessidade de realizar uma recuperação total do edifício
do HDES.“A nossa posição – expressa em
várias ocasiões – sempre foi que deveria constituir como objetivo
prioritário a retoma da atividade assistencial no edifício principal do
HDES. Para tal, é (e continua a ser) absolutamente urgente mitigar os
riscos sistémicos”, alerta.A 03 de abril, aquele
engenheiro, quando ouvido na comissão de inquérito, alertou para os
riscos de novos incêndios na maior unidade de saúde dos Açores e
defendeu que o edifício principal já podia ter sido reaberto na
totalidade.No dia 04 de maio de 2024, o
HDES, o maior hospital dos Açores, foi afetado por um incêndio, que
obrigou à transferência de todos os doentes para outras unidades de
saúde da região, da Madeira e do continente.