Autarquia preocupada com restrições à operação no Aeroporto da Horta
Hoje 16:36
— Lusa/AO Online
“A
publicação de um ‘notam’ como aquele que foi publicado pela Autoridade
Nacional da Aviação Civil [ANAC], com indicação de que, com chuva,
poderá haver constrangimentos no Aeroporto da Horta, acaba por
condicionar o processo decisório dos pilotos das aeronaves”, disse
Carlos Ferreira (PSD) numa conferência de imprensa, nos paços do
concelho.Em causa está a publicação de um
aviso ou ‘notam’ (notice to air mission) às companhias aéreas, lançado
na sexta-feira pela ANAC, que adverte para as restrições na
operacionalidade do Aeroporto da Horta, na ilha do Faial, devido à
degradação do piso nas cabeceiras da pista, sobretudo em condições de
piso molhado, que poderão dificultar a operação dos aviões A320 da
Azores Air Lines, que operam na rota Lisboa/Horta.O
autarca social-democrata lembra que a concessionária do Aeroporto da
Horta, a ANA/VINCI, é a principal responsável por manter as condições de
operacionalidade naquela infraestrutura aeroportuária, onde os aviões
de maior porte são obrigados a operar com restrições, no número de
passageiros e de carga transportada, devido à reduzida dimensão da
pista, com apenas 1.700 metros de comprimento.“Há
aqui obrigações que, naturalmente, são responsabilidade do operador, da
concessionária, que é a ANA – Aeroportos de Portugal, que é detida pela
VINCI, nomeadamente nesta componente de recarga do pavimento”, lembrou
Carlos Ferreira, admitindo que a empresa “está empenhada” em fazer essas
obras, mas reconhecendo que, apesar disso, elas nunca arrancaram.O
presidente do município faialense anunciou que se vai reunir esta
quarta-feira, em Lisboa, com a presidente da Autoridade Nacional de
Aviação Civil, Ana Vieira de Mata, no sentido de encontrar uma solução
para que os voos diretos de Lisboa possam continuar a realizar-se no
Aeroporto da Horta.“Vou apelar,
precisamente, a que se garante a continuidade territorial e a mobilidade
da população faialense, e de todos aqueles que nos querem visitar, com
condições de segurança, como sempre tem acontecido até ao momento, e
encontrando-se uma articulação entre as duas entidades, a ANAC e ANA –
Aeroportos de Portugal, para que, nesta conjugação de esforços, possa
ser reposta a normalidade da operação”, justificou Carlos Ferreira.As
ligações aéreas entre Lisboa e Horta estão divergir, desde
segunda-feira, para o Aeroporto do Pico, obrigando os passageiros a uma
viagem de avião entre as ilhas do Faial e do Pico, na sequência do aviso
da ANAC.Estas restrições à operação no
Aeroporto da Horta estão a gerar uma onda de protestos nas redes
sociais, com dezenas de publicações de desagrado, não apenas por estarem
a condicionar a mobilidade dos residentes, mas também por penalizarem o
Faial, enquanto destino turístico.