Autarca e reitor de Ponta Delgada pedem mais segurança após esfaqueamento na rua
21 de ago. de 2024, 17:55
— Lusa
A agressão de um homem de
35 anos, com uma arma branca, aconteceu na segunda-feira, pelas 12:30
locais (13:30 em Lisboa), junto do edifício do Santuário do Senhor Santo
Cristo dos Milagres, no Campo de São Francisco, no centro de Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, tendo a vítima necessitado de receber
tratamento hospitalar devido aos ferimentos.O
Comando Regional da PSP dos Açores adiantou hoje à agência Lusa que
tomou conta da ocorrência, através da esquadra de Ponta Delgada, e que
comunicou os factos ao Ministério Público.Questionado
hoje pela Lusa sobre o assunto, o presidente da Câmara Municipal de
Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral (PSD), manifestou preocupação
“com a falta de agentes da PSP” para que seja proporcionado “um maior
sentimento de segurança” aos cidadãos.“Não
estamos a colocar em causa o grande esforço que tem sido feito pela PSP
na proteção da nossa comunidade […], mas também é real a nossa
preocupação com a falta de agentes da PSP para trazer um maior
sentimento de segurança aos nossos cidadãos, com os tão desejados
patrulhamentos a pé ou mesmo de carro, em determinados locais e a
determinadas horas, numa cidade onde a esquadra de polícia tem de estar
aberta, permanentemente aberta, durante a noite”, afirmou.Pedro
Nascimento Cabral referiu que “têm sido inúmeras” as abordagens de
cidadãos e empresários que dão conta de “profunda preocupação com o
aumento do alcoolismo, toxicodependência e criminalidade” na cidade e
concelho e “da ausência de respostas das entidades públicas e das
autoridades policiais”.“A população de
Ponta Delgada não se conforma com esta situação, em que a Câmara
Municipal se assume com parceiro imprescindível na concretização de
ações que contribuam para aumentar a segurança no nosso concelho”,
salientou.Das várias medidas tomadas pela
autarquia, Pedro Nascimento Cabral referiu a reativação do Conselho
Municipal de Segurança e a assinatura de um protocolo com a PSP, para
instalação de um sistema de videovigilância em diversas artérias do
centro histórico, que “está presentemente a aguardar aprovação pelo
Governo da República”.Também foi reforçada
a Polícia Municipal com mais 13 agentes, “que estão atualmente em
formação e vão iniciar funções a partir de outubro, para efetuar um
trabalho de proximidade com a população do concelho, mantendo uma
estreita ligação com a PSP, para dissuadir a prática da denominada
pequena criminalidade intimamente ligada ao consumo das ditas ‘drogas
sintéticas’”, acrescentou.O autarca deu
ainda nota, por escrito, ao Ministério da Administração Interna, “da
necessidade de reforço urgente de 75 agentes da PSP para colocação
imediata nas diversas esquadras do concelho”.Na
semana passada, Pedro nascimento Cabral esteve também reunido com a
ministra da Administração Interna, tendo reforçado “a necessidade de
melhorar a segurança pública” no concelho.Em
comunicado, o reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres,
Manuel Carlos Alves, também apelou a um reforço da segurança pública no
local.“A segurança pública está a falhar e
a polícia poderá não estar a cumprir plenamente as suas competências.
Julgo que o problema não é das leis mas da forma como as lemos”, afirma o
responsável, citado numa nota divulgada do sítio da Internet Igreja
Açores.O sacerdote aponta que a agressão
ocorrida na segunda-feira aconteceu em plena luz do dia, numa rua e num
lugar movimentados, apelando a um “compromisso de todos” para que o
problema seja resolvido.“As pessoas não
podem viver com medo”, diz Manuel Carlos Alves, sublinhando que as
“autoridades têm de cumprir as suas funções de proteger a segurança dos
cidadãos e dos espaços públicos”.