Autarca do Corvo realça vantagens económicas e sociais

20 de set. de 2007, 21:37 — Lusa / AO online

Fernando Pimentel adiantou à agência Lusa que já tinha indicações de que a candidatura do Governo Regional iria ser aprovada pelo órgão competente da UNESCO. “Desde a primeira hora que toda a população estava envolvida neste projecto”, afirmou o autarca, garantindo que, agora, iria “espalhar a notícia” pelos cerca de 400 habitantes da mais pequena ilha dos Açores. A agência Lusa tentou obter uma reacção do presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, o que não foi possível até ao momento. Também o PSD/Açores, pela voz do deputado José Manuel Nunes, eleito pelo Corvo, se congratulou com a classificação, numa intervenção feita na Assembleia Regional. As ilhas do Corvo e da Graciosa foram classificadas pela UNESCO como Reservas da Biosfera, na sequência de uma candidatura apresentada pelo Governo Regional. A classificação das duas ilhas está integrada num pacote de 23 novas reservas naturais da biosfera, aprovadas pelo Beureau do Conselho Internacional de Coordenação do Programa da UNESCO "O Homem e a Biosfera", que se reuniu em Paris. Da responsabilidade da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a rede mundial de Reservas da Biosfera inclui zonas classificadas em todos os continentes, como o Pantanal e a Amazónia (Brasil), Yellowstone e Deserto Mojave (EUA), Monte Olympus (Grécia) e o delta do Rio Vermelho (Vietname). O Governo açoriano esteve a trabalhar neste processo desde 2005, mas só em Abril deste ano apresentou a candidatura oficial de duas das nove ilhas à Rede Mundial de Reservas da Biosfera. O Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago açoriano, tem cerca de quatro centenas de habitantes, enquanto que a Graciosa possui pouco mais de cinco mil pessoas. A classificação de uma zona como Reserva da Biosfera tem como principal função a defesa e protecção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentado e o conhecimento científico. Com esta classificação, Portugal passa a ter três Reservas da Biosfera, sendo que, até agora, o país dispunha de uma única zona com tal estatuto - a Reserva Natural do Paul do Boquilobo (Golegã).